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    Fernando Nakagawa

    Fernando Nakagawa

    Repórter econômico desde 2000. Ex-Estadão, Folha de S.Paulo, Valor Econômico e Gazeta Mercantil. Paulistano, mas já morou em Brasília, Londres e Madri

    Galinhada, imposto “utópico”, trânsito e calor: veja como foi a semana do G20 em São Paulo

    Encontro acabou sem comunicado oficial após impasse geopolítico

    Galinhada, imposto “utópico”, trânsito e calor: veja como foi a semana do G20 em São Paulo
    Galinhada, imposto “utópico”, trânsito e calor: veja como foi a semana do G20 em São Paulo

    NA OU CONTRA? Os países membros não concordaram sobre como citar a guerra entre russos e ucranianos no comunicado da reunião financeira na capital paulista.

    Europeus e os Estados Unidos queriam que o texto mencionasse “guerra contra a Ucrânia”, já a Rússia queria “guerra na Ucrânia”. Sem um acordo, não houve comunicado oficial do encontro. O texto precisa do apoio de todos. Se um não apoia, não há texto.

    AQUI, NÃO! O Brasil defendeu que os assuntos geopolíticos não deveriam ser debatidos na reunião financeira, em São Paulo.

    Para a presidência brasileira, o tema deveria ter sido tratado – e resolvido – no encontro realizado na semana passada, no Rio de Janeiro, onde os ministros de relações exteriores dos 20 países se reuniram.

    MENU BRASILEIRO. Convidados receberam um serviço bem brasileiro. Na mesa do café, eram servidos café, chá, suco de abacaxi com capim santo e água de coco.

    No almoço, pratos brasileiros, como galinhada e arroz com carne e crisps de cebola. Também havia opções para vegetarianos, como leite de aveia e macarrão com molho vermelho.

    À tarde, eram servidos pão de queijo, dadinhos de tapioca, muffin de espinafre, pão de mandioquinha (ou batata baroa) com carne de costela desfiada e um delicioso biscoito de polvilho com parmesão ou ervas.

    CARO AQUECIMENTO PAULISTANO. São Paulo enfrentou dias com temperaturas superiores a 30 graus durante o G20. Felizmente, a organização contratou serviço de ar-condicionado para o Pavilhão da Bienal.

    Segundo algumas pessoas que trabalharam no encontro, o serviço foi alugado por R$ 1,5 milhão por dia. A organização não confirma os valores.

    TRÂNSITO PAULISTANO. A presença de tantos ministros e presidentes de bancos centrais mudou a rotina de parte da zona sul da capital paulista.

    Durante o G20, era comum ver o trânsito interrompido para a passagem de comitivas, algumas até com batedores da polícia. A região do Parque do Ibirapuera, Jardins e Moema foram as mais afetadas.

    IMPOSTO DOS BILIONÁRIOS. O Brasil defendeu fortemente a adoção de um imposto global para super-ricos. Para isso, convidou um dos maiores apoiadores da ideia, o economista francês Gabriel Zucman.

    O especialista fez uma apresentação aos ministros e chefes de banco central. Depois, em conversa com jornalistas, reconheceu que ter o apoio de todos os países era quase “utópico”.

    US$ 250 BILHÕES OU R$ 1,2 TRILHÃO. Essa é a arrecadação prevista de um novo imposto dos bilionários de 2% do patrimônio. A conta foi feita pelo economista Zucman. Ele explicou que apenas 3.000 pessoas – bilionários – pagariam o imposto em todo o mundo.

    CONTRA O PROTECIONISMO. Países do grupo concordaram que é preciso resistir e combater o protecionismo. Países adotaram medidas contra o comércio exterior nos últimos anos, especialmente depois do pior momento da pandemia.

    BUENO, PERO… A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, se reuniu com o ministro da Economia da Argentina, Luís Caputo.

    Ela elogiou as reformas propostas pelo governo de Javier Milei, mas pediu atenção aos mais pobres. “Proteger os mais vulneráveis será um desafio, mas é de vital importância”, disse ao argentino.

    APOTEOSE NO IBIRAPUERA. Sem comunicado para apresentar, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concedeu entrevista coletiva ao final do último dia e disse que vários encontros desse tipo terminam sem um acordo para o texto final.

    Questionado se estava frustrado, o ministro rebateu. “A reunião foi um sucesso. Acabou com todo mundo aplaudindo. Foi apoteótico”.