Julgamento da boate Kiss: engenheiro diz que desaconselhou uso de espuma

Miguel Ângelo Pedroso sugeriu gesso acartonado para a acústica do local

Isabela FilardiBruna Ostermannda CNN

Em São Paulo

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Ocorreu nesta quinta-feira (2) o segundo dia de julgamento dos acusados pelo incêndio da boate Kiss, que ocorreu em 2013, na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

Após relatos de sobreviventes da tragédia, o júri ouviu o engenheiro Miguel Ângelo Pedroso, que foi contratado para reformas na casa noturna. Ele afirmou ter desaconselhado o uso de espumas no local, mas declarou que um dos sócios da Kiss insistiu na ideia.

O depoimento durou cerca de 6 horas, e, após seu relato, o julgamento deve ouvir os sócios da boate, que inclusive estavam presentes em uma das visitas do engenheiro ao local.

Segundo o laudo da perícia, o fogo começou e se alastrou na espuma, o que gerou uma fumaça tóxica, responsável pela morte de grande parte das vítimas.

“Foi a primeira coisa que eu fiz. Na hora que eu entrei na boate, eu disse assim ‘isso aqui não adianta nada, pode tirar isso aí'”, afirmou Miguel

Até agora, quatro vítimas do incêndio já prestaram depoimento.

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