Segunda fase do Open Banking melhora serviços para o consumidor, diz advogada

À CNN Rádio, Thaís Cíntia Cárnio afirmou que nova etapa é interessante tanto para as instituições financeiras, quanto para o consumidor

Foto: imaginima/Getty Images

Amanda Garcia,

da CNN, em São Paulo

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A segunda fase do Open Banking tem início nesta sexta-feira (13). Ela permite que os clientes compartilhem dados sobre informações das suas transações para instituições financeiras que resolvam aderir a esta etapa.

Em entrevista à CNN Rádio, a advogada e professora de Mercado Financeiro na Universidade Mackenzie, Thaís Cíntia Cárnio, disse que o Open Banking traz maior transparência em relação às ofertas das instituições financeiras.

“O objetivo maior é trazer transparência e informação sobre o próprio comportamento do consumidor dos serviços bancários. A ideia é trazer mais informação, desde que autorizada, para circular entre as instituições financeiras”, explicou.

Uma vez que o cliente autorize o compartilhamento, informações como transações financeiras, conta corrente, financiamento e cartão de crédito estarão disponíveis.

A partir disso, segundo a professora, o consumidor fica “mais facilmente acessível para todas as instituições financeiras” – e isso pode ser muito vantajoso. “Posso receber ofertas de juros menores, limite maior de cartão de crédito, menor anuidade, as instituições que sabem meu comportamento não vão me oferecer produtos que não têm nada a ver com o meu perfil”, analisou.

Thaís também vê com bons olhos a entrada de novos players além das instituições tradicionais, como as fintechs, para evitar a concentração de apenas algumas. “Nenhum mercado concentrado é bom.”

A partir do dia 30 de agosto está prevista a fase três do Open Banking, na qual os consumidores poderão acessar os serviços de pagamento fora do ambiente do banco, podendo solicitar empréstimos fora do aplicativo da instituição.

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