Aérea do Reino Unido pede falência e se torna 1ª vítima do coronavírus no setor


Estadão Conteúdo
05 de março de 2020 às 10:16 | Atualizado 15 de março de 2020 às 17:10
Avião Flybe

Nesta quinta-feira (5), a companhia aérea britânica entrou com um pedido de falência (11.Jul.2019)

Crédito: Reprodução/Facebook

O surto de coronavírus fez nesta quinta-feira (5) sua primeira vítima no setor aéreo: a companhia aérea regional Flybe, do Reino Unido, que entrou com pedido de falência. O processo de colapso da empresa, que é noticiado em todos os veículos de comunicação locais, se acelerou com a forte queda da demanda por viagens em função da disseminação do Covid-19.

Desde janeiro, a companhia apresentava dificuldades, mas o governo do Reino Unido afastou a possibilidade de qualquer intervenção pública direta na empresa para tentar salvá-la. Aprovaria, no entanto, um possível financiamento e revisão de impostos locais. Não deu tempo. Naquele mês, a Flybe acabou sendo resgatada por um aporte feito por seus acionistas. O fechamento da empresa causa um problema para o governo britânico que prometeu "subir o nível" do transporte regional no país.

"Todos os voos foram suspensos e os negócios no Reino Unido deixaram de operar imediatamente", comunicou a operadora, descrita como a maior companhia aérea regional independente da Europa pela imprensa britânica. As rotas da Flybe conectavam o Reino Unido com os principais destinos europeus. A empresa empregava 2,4 mil pessoas e transportava cerca de 8 milhões de passageiros por ano por meio de 81 aeroportos e 68 aeronaves

"As dificuldades financeiras de Flybe eram antigas e bem documentadas e antecedem o surto de Covid-19", afirmou o governo em comunicado, conforme a imprensa local.