Impactada pelo coronavírus, Virgin corta salários e adia rota SP - Londres


Do CNN Brasil Business, em São Paulo
05 de março de 2020 às 01:24 | Atualizado 15 de março de 2020 às 17:11
Avião da companhia aérea britânica Virgin Atlantic

Avião da companhia aérea britânica Virgin Atlantic

Photo: Divulgação

Com negócios afetados pelo aumento de casos do novo coronavírus (COVID-19) ao redor do mundo, a companhia aérea britânica Virgin Atlantic anunciou uma série de medidas nesta quarta-feira (4). Entre as ações, está o adiamento do início da rota que ligará São Paulo e Londres — cuja inauguração estava prevista para 25 de março, mas foi reagendada para 5 de outubro. 

A companhia decidiu, ainda, reduzir salários em seu alto escalão para compensar as perdas com o cancelamento de rotas e diminuição de fluxo de turistas em meio ao pânico causado pelo vírus.

Segundo comunicado, o CEO Shai Weiss cortará em 20% seu salário entre os meses de abril e julho, enquanto executivos de alto escalão diminuirão seus rendimentos em 15% pelo mesmo período. 

Haverá, ainda, cortes em "viagens não essenciais" e custos de treinamentos na equipe de funcionários. O plano de austeridade durará até agosto, quando a companhia reavaliará a situação, levando em conta o cenário de propagação do coronavírus na época.   

"Essas medidas vão garantir que a companhia mantenha uma posição de fortalecimento nos próximos meses, com uma recuperação esperada no segundo semestre do ano", explicou a Virgin em comunicado oficial.

Antes de alterar o planejamento da rota entre São Paulo e Londres, a empresa já havia suspendido voos de Londres para Xangai até abril e reduzido a frequência de viagens para Hong Kong.