Mesmo após duas intervenções do BC, dólar renova máxima e alcança os R$ 4,65


Anna Russi Da CNN Brasil, em Brasília
05 de março de 2020 às 13:16 | Atualizado 15 de março de 2020 às 17:09
Real e dólar

Nesta quinta-feira (5), o dólar bateu mais um recorde nominal (10.Set.2015)

Crédito: Foto: Ricardo Moraes/Reuters

Os dois leilões extraordinários de swaps cambiais realizados pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira, não foram capazes de segurar a alta da moeda norte-americana, que às 12h45 renovou a máxima atingindo os R$ 4,65, com alta de 1,55%. 

Na tarde da quarta-feira (4), o BC já havia anunciado um leilão de 20 mil contratos de cambial para hoje. Ao longo da manhã, com o dólar passando para o patamar dos R$ 4,60, a autoridade monetária anunciou novo leilão de 20 mil contratos. Assim, foram injetados um total de US$ 2 bilhões no mercado. 

Os leilões de swaps cambiais são o principal mecanismo do Banco Central para reduzir a pressão sobre a alta do dólar de forma a garantir o preço de venda da moeda no mercado futuro. De forma prática, o BC oferece um contrato de venda de dólares, com data de encerramento definida, mas não entrega a moeda norte-americana.

No vencimento destes contratos, o investidor se compromete a pagar uma taxa de juros sobre o valor deles e recebe do BC a variação do dólar naquele período. A ferramenta permite uma maior proteção aos agentes que têm dívidas na moeda estrangeira.