Para especialistas, economia crescerá mais se reformas forem aprovadas


Do CNN Brasil Business, em São Paulo
05 de março de 2020 às 00:32 | Atualizado 15 de março de 2020 às 17:12

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,1% em 2019, desempenho mais fraco em três anos. O resultado foi afetado principalmente pela perda de ritmo do consumo das famílias e na redução dos investimentos públicos. 

Segundo Igor Rocha, diretor da Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), a Reforma da Previdência foi positiva, mas a demora para tirar do papel outras reformas, como a tributária e a administrativa, afeta a expectativa e acaba prejudicando o comportamento do PIB.

O PIB brasileiro cresceu 1,1% em 2019, desempenho mais fraco em três anos

O PIB brasileiro cresceu 1,1% em 2019, desempenho mais fraco em três anos

Crédito: Arquivo/Agência Brasil

Além disso, apesar do investimento privado ter uma recuperação, houve a falta de investimento público e isso acabou dificultando ainda mais a economia.

“A importância do investimento privado é central para a recuperação da economia. No entanto, ele sozinho não consegue fazer todo trabalho. O Brasil já tem o patamar de países desenvolvidos, como a Áustria, a Dinamarca e a Inglaterra. Ou seja, mesmo sem ter maturidade institucional e regulatória, o país investe o setor privado em patamares de países desenvolvidos”, explica. O governo, porém, não deve jogar toda responsabilidade para o setor privado.

A economista e professora do Insper Juliana Inhasz afirma que a melhor saída é executar as reformas. “Isso fará com que o governo sinalize para o setor privado que o país tem condições de atrair investimentos. Isso porque a taxa de câmbio alta e taxa de juros superbaixa não é atrativo e não traz o capital externo vir para cá”, avalia. 

Com relação ao baixo consumo das famílias, Inhasz é clara: as pessoas estão conseguindo se recolocar no mercado de trabalho muito lentamente e, ainda, em empregos com qualidade ruim. Portanto, naturalmente, elas voltam para o mercado com um salário baixo, não permitindo que voltem a consumir como o mercado gostaria.