Bolsa cai 4,1% e encerra semana conturbada; dólar desvaloriza após 12 dias


Do CNN Business Brasil, em São Paulo*
06 de março de 2020 às 19:13 | Atualizado 15 de março de 2020 às 17:00
Bolsa de SP abriu estável

Usuário tira foto de telãos da Bolsa de São Paulo; bolsa perde 100 mil pontos e dólar caiu após 12 sessões de alta

Foto: Nacho Doce/REUTERS (21.03.2019)

Com uma queda de 4,1%, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, encerrou uma semana para se esquecer nesta sexta-feira (6), a 97.996 pontos. No acumulado dos pregões desde o fim do carnaval, o tombo foi de quase 14%. O dólar, após bater R$ 4,66, encerrou essa sexta-feira cotado a R$ 4,63, uma redução de 0,35%. Foi a primeira queda após 12 altas consecutivas. 

Entre as ações que mais sofreram na bolsa estão as varejistas. Via Varejo (-16,5%) e B2W (-11,5%) estão entre as maiores quedas no dia afetadas pelo coronavírus. As ações da Petrobras (-10,8%) também tiveram uma forte desvalorização causado pelo derretimento dos preços do petróleo no mercado internacional.

Isso aconteceu após uma reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+) para cortar a produção. A ideia era aquecer artificialmente os preços em meio ao surto. Não deu certo.

Para completar as notícias ruins e trazer mais insegurança para os investidores, o banco Itaú foi outro que cortou a previsão de crescimento para o Brasil em 2020. Segundo a instituição financeira, o PIB vai crescer 1,8% neste ano, ante 2,2% da última previsão. O Itaú também cortou projeções para os juros para os próximos ano. Para este ano, o Itaú prevê uma Selic em 3,75%.

Na outra ponta, ao menos, os investidores da CVC comemoraram. De janeiro até a última quinta-feira (5), as ações da operadora de turismo tinham caído 50%. Nesta sexta, após o anúncio da troca de presidência – Leonel Andrade, ex-presidente da empresa de programas de fidelidade Smiles – os papéis da empresa subiram 14,4%.

Alta do dólar dá um respiro

O dólar à vista finalmente quebrou uma série de 12 altas consecutivas e fechou em baixa moderada ante o real nesta sexta-feira. Mesmo assim, a moeda americana acumulou a maior valorização semanal desde novembro do ano passado, depois de dias de forte tensão. 

Entre os principais motivos da valorização estão a proliferação do coronavírus e ampliada por questionamentos do mercado acerca do modus operandi de atuação do Banco Central no câmbio.

Apesar do alívio no mercado à vista, a taxa do dólar futuro seguiu em alta, aproximando-se de R$ 4,68 na máxima da sessão, seguindo o mau humor nos demais mercados de câmbio em mais um dia de forte aversão a risco em todo o mundo.

*(Com Reuters e Estadão Conteúdo)