Nos EUA, Bolsonaro volta a criticar governadores por ICMS sobre combustível


Do CNN Brasil Business, em São Paulo
09 de março de 2020 às 04:47 | Atualizado 15 de março de 2020 às 16:58
Presidente americano, Donald Trump, ao lado do presidente Jair Bolsonaro

Presidente dos EUA, Donald Trump, ao lado do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, durante encontro na Flórida

Foto: Alan Santos/ PR

Em momento fora da agenda oficial durante viagem aos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) esteve, neste domingo (9), em uma churrascaria em Miami, na Flórida. No local, conversando com o ex-piloto de Fórmula 1 Emerson Fittipaldi, o presidente retomou polêmica com governadores ao se dizer favorável à retirada do ICMS (um tributo estadual) no preço de combustíveis. 

Em vídeo postado no Twitter pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o presidente é aplaudido no restaurante e depois aparece conversando de pé com Emerson, a princípio sobre o rompimento de contrato de patrocínio da Petrobras com a McLaren, equipe de Fórmula 1.

 

"Acaba com esse negócio, vai lá: não tinha cláusula de rescisão (no contrato). A que ponto estavam as instituições, loteadas por partidos políticos no Brasil... Não estou atacando o Congresso, mas um costume, uma praxe, um vício que tinha lá. Todo mundo, ah tem que mudar o Brasil, mas com as mesmas práticas não dá", disse Bolsonaro ao lado de Fittipaldi. "Quem que assiste uma Fórmula 1 no Brasil sem um brasileiro?", acrescentou.

Em seguida, Bolsonaro passou a falar dos preços dos combustíveis e dos pedágios elevados. "Emerson, pela quinta vez no ano baixamos o preço do combustível (da Petrobras); a última foi cinco por cento na refinaria. Sabe quanto baixou na bomba? Zero. Esse é o Brasil, e quando eu falo de quem é a responsabilidade, pessoal faz listinha, assinam 15, 20 personalidades para dar pancada em mim: 'Eu tô atingindo governador'. Não estou atingindo, estou mostrando uma realidade", afirmou. "Pois eu quero, se for depender de mim, que o ICMS incida na origem, no preço do combustível na refinaria."

"Agora, vão conhecer a verdade, quem paga a conta é a ponta da linha, não é apenas o consumidor mas (também) alguém que paga mais porque o frete ficou mais caro", disse o presidente, acrescentando que o Brasil tem os "pedágios mais caros do mundo e as piores estradas" - e que parte disso não deu para mudar por causa de "grupos incrustados no governo".

(Com Estadão Conteúdo)