Após quedas históricas, Bolsas asiáticas fecham em alta nesta terça


Do CNN Brasil Business, em São Paulo
10 de março de 2020 às 05:34 | Atualizado 15 de março de 2020 às 13:48
Com máscara de proteção ao novo coronavírus, homem tem rosto refletido em painel

Com máscara de proteção ao novo coronavírus, homem observa painel com índices de ações, em Tóquio,, no Japão (10.mar.2020)

Foto: Stoyan Nenov/ Reuters

Após um dia de quedas históricas, as Bolsas de Valores da região Ásia-Pacífico começaram a se recuperar nesta terça-feira (10). Apesar de ainda sentirem impactos do crescimento do novo coronavírus e da "guerra de preços" do petróleo entre Arábia Saudita e Rússia, os índices tiveram resultados positivos. 

O S&P/ASX 200, da Austrália, fechou o dia em alta de 3,1%, o melhor dia do índice desde novembro de 2016. Durante o início dos pregões, a Bolsa australiana destoava ao operar positivamente, mas, no decorrer do dia, outros mercados demonstraram recuperações.

Outros índices que fecharam positivamente foram o Kospi (de Seul), com alta de 0,4%; o Hang Seng (Hong Kong) em 1,5%; o Nikkei (Tóquio) em 0,9%; e o Composite (Xangai) em 1,8%.

Na segunda, os preços do petróleo sofreram um colapso histórico após a Arábia Saudita iniciar uma "guerra de preços" no mercado contra a antiga aliada Rússia. O índice do Brent, referência mundial, chegou a cair mais de 30% na abertura do mercado e, no início da madrugada, operava em baixa de 22%, em uma cotação de US$ 35 por barril. A queda foi a maior registrada desde 1991, durante a Guerra do Golfo. 

Os efeito derrubaram o mercado financeiro asiático. O Índice Nikkei, de Tóquio, fechou em queda 5,1%, seguido de outras Bolsas, como Seul (4,2%), Hong Kong (3,5%) e Xangai (3,2%). Ao longo do dia, mercados europeus e americanos seguiram a tendência de baixas. No Brasil, o Ibovespa caiu 12,17%.

A turbulência ocorreu após o fracasso em uma tentativa de acordo entre a Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) e a Rússia para resgatar o mercado de petróleo diante da crise causada pelo novo coronavírus (COVID-19). 

Na sexta-feira, o país europeu não aceitou reduzir sua produção para equilibrar o mercado durante o corte da demanda por petróleo. A propagação da doença também gerou uma tendência de desacelaração da economia global, o que afeta as negociações do óleo. 

Em retaliação à postura russa, a Arábia Saudita reagiu neste domingo com um "guerra de preços". Para pressionar Moscou, o reino árabe reduziu seus preços oficiais de venda em abril para valores entre US$ 6 e US$ 8.