Após dia positivo, Bolsas asiáticas voltam a operar em queda

Mercado financeiro segue sob efeitos das incertezas econômicas provocadas pelo aumento de casos do novo coronavírus e a "guerra dos preços" no petróleo

Do CNN Brasil Business, em São Paulo
11 de março de 2020 às 04:00 | Atualizado 15 de março de 2020 às 13:38
Com máscara de proteção ao novo coronavírus, homem observa painel com índices de ações, em Tóquio,, no Japão (10.mar.2020)
Foto: Stoyan Nenov/ Reuters



As Bolsas asiáticas voltaram a cair nesta quarta-feira (11), ainda sob efeitos das incertezas econômicas provocadas pelo aumento de casos do novo coronavírus (COVID-19) e a "guerra de preços" do petróelo entre Arábia Saudita e Rússia. Quedas foram registradas nas bolsas de Tóquio (que fechou o dia com variação de - 2,27%), Hong Kong (-0,63%) e Xangai (-0,94%).

Na terça-feira, os principais índices da região haviam se recuperado parcialmente das fortes perdas na segunda, quando a retaliação saudita contra a Rússia gerou baixas históricas. As altas no fechamento foram de 0.9% (Tóquio); 1,5% (Hong Kong) e 1,8% (Xangai).

As altas asiáticas se refletiram no resto do mundo. No Brasil, o Ibovespa subiu mais de 7%, n a maior alta diária desde 2009, após um tombo de mais de 12% na segunda-feira. As ações da Petrobras também mostraram melhora, após tombo de quase 30% na véspera, mas foram os papéis da Vale que se destacaram, com salto de mais de 18%.

Na segunda, os preços do petróleo sofreram um colapso histórico após a Arábia Saudita iniciar uma "guerra de preços" no mercado contra a antiga aliada Rússia. O índice do Brent, referência mundial, chegou a cair mais de 30% na abertura do mercado e, no início da madrugada, operava em baixa de 22%, em uma cotação de US$ 35 por barril. A queda foi a maior registrada desde 1991, durante a Guerra do Golfo.