BR Distribuidora tem lucro líquido de R$96 mi no 4º tri, queda de 94%


Reuters
12 de março de 2020 às 07:32 | Atualizado 15 de março de 2020 às 12:39

A BR Distribuidora registrou lucro líquido de R$ 96 milhões no quarto trimestre de 2019, queda de 94% ante igual período do ano anterior, informou a companhia nesta quarta-feira (11).

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Posto de combustíveis com a bandeira BR (19.nov.2018)

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

O lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda ajustado), por sua vez, foi de R$ 952 milhões entre outubro e dezembro do ano passado, versus R$ 646 milhões no último trimestre de 2018.

O volume de vendas somou 9,93 milhões de metros cúbicos, queda de 4,6% ante o mesmo período do ano anterior. Já em relação ao terceiro trimestre, houve uma queda de 5,3%, principalmente em razão da redução das vendas de diesel (-13%), parcialmente compensada pela venda 2,8% superior de produtos ciclo otto, segundo a empresa.

"Essa redução se justifica em função da maior seletividade no mix de vendas, sobretudo no segmento de grandes consumidores", explicou a companhia.

A receita líquida no quarto trimestre somou R$ 24,148 bilhões, queda de 4,2% ante o mesmo período de 2018.

No balanço de todo o ano, o lucro líquido da empresa registrou R$ 2,211 bilhões, queda de 30% ante 2018, enquanto o Ebitda ajustado registrou R$ 3,105 bilhões, alta de 21%.

Em seu relatório financeiro, a BR destacou que 2019 marcou a transformação da companhia em uma das maiores empresas privadas do Brasil, após a Petrobras reduzir sua participação na distribuidora de 71,25% para 37,5%, por meio de venda de ações no mercado.

O aumento do Ebitda em 2019, segundo a BR, resulta principalmente do gradual reposicionamento de margens de comercialização, menores despesas operacionais, maiores receitas operacionais e menores provisões para perdas de crédito esperada.

A receita líquida em 2019 caiu 2,8% contra 2018, para 94,985 bilhões em 2019, principalmente pela redução de 3,3% nos volumes de produtos vendidos, parcialmente compensada pelo aumento de 0,5% nos preços médios de realização.