Bolsas asiáticas fecham semana com novas quedas


13 de março de 2020 às 03:20 | Atualizado 13 de março de 2020 às 06:18
Com máscara de proteção ao novo coronavírus, homem tem rosto refletido em painel

Com máscara de proteção ao novo coronavírus, homem observa painel com índices de ações, em Tóquio,, no Japão (10.mar.2020)

Foto: Stoyan Nenov/ Reuters

Os pregões desta sexta-feira (13) no mercado asiático mantiveram a tendência observada ao longo de toda a semana. Os principais índices do continente voltaram a registrar quedas, com destaque para Nikkei (Tóquio), que fechou em queda de 6,08%; Hang Seng (Hong Kong), com baixa de 1,14%; e Composite (Xangai), que tombou 1,23%.

Com exceção da terça-feira, todos os dias foram marcados por perdas nas bolsas da região e em todo o mundo. As incertezas econômicas pelo aumento de casos do novo coronavírus (COVID-19) ao redor do mundo foram o pano de fundo para todas as perdas, mas outros fatores colaboraram para agravar o cenário.

Na segunda-feira, o mercado financieiro reagiu com variações negativas ao início da "guerra de preços" do petróleo entre a Arábia Saudita e a Rússia. Como efeito das medidas dos países produtores do óleo, o barril Brent teve sua maior queda diária desde a Guerra do Golfo e derrubou as Bolsas em todo o mundo ao longo do dia.

Após leves recuperações das perdas no início da semana, as Bolsas de todo o mundo tiveram novas quedas após anúncio do presidente americano Donald Trump na qurta-feira. Como medida de prevenção à propagação do coronavírus, os Estados Unidos restringiram voos que ligam o país com a Europa com 30 dias. 

A decisão americana gerou ainda mais incertezas nos mercados globais e culminou em mais perdas entre quinta e sexta. No pregão de 12 de março, o índice Ibovespa fechou em queda de 14,78% — pior desempenho desde 1998.