Economista questiona ausência de autônomos no plano de emergência do governo


Da CNN Brasil, em São Paulo
16 de março de 2020 às 23:53

O economista Marcos Lisboa questionou pontos do plano emergencial para conter a paralisia econômica causada pelo coronavírus, em entrevista à CNN Brasil nesta segunda-feira (16). Ele elogiou medidas que, segundo sua análise, buscam dar “fôlego de caixa para o setor formal e pequenas empresas”, mas deixam de fora um grupo cada vez mais importante no Brasil: os informais.

“Deixaram de fora do pacote o setor mais urgente da economia, que atualmente representa 40% da população brasileira, que são os pequenos comerciantes e os informais. Como eles vão viver?  Se fala do fechamento das cidades, mas a discussão da maneira que está sendo feita é preocupante pois não se fala como será para os trabalhadores e pequenos comerciantes. Quando as cidades fecham, como fica a infraestrutura e a logística?”.

Lisboa questionou também as discussões sobre a redução da taxa de juros, falando que o assunto é de “terceira ordem”.

“A discussão sobre estímulo monetário fiscal no brasil neste momento é de  terceira ordem, o impacto disso é pequeno. Quem vai ter problema de renda é quem está no mercado. Temos um problema muito maior que é pensar como será a logística de abastecimento das cidades”.

O economista também comentou a decisão de isentar tarifas de insumos relacionados a saúde e medicina, e defendeu que a medida se torne permanente.