Banco Mundial pode usar até US$ 150 bi contra COVID-19 nos próximos 15 meses


Estadão Conteúdo
23 de março de 2020 às 18:20 | Atualizado 23 de março de 2020 às 18:28
Pandemia do coronavírus se espalha pelo mundo

Pandemia do coronavírus se espalha pelo mundo: Banco Mundial diz que meta é fornecer apoio rápido a países durante a crise

Foto: Divulgação/Pixbay

O Banco Mundial poderá alocar até US$ 150 bilhões ao longo dos próximos 15 meses para o combate ao coronavírus e a seus efeitos econômicos, informou nesta segunda-feira (23) o presidente da instituição, David Malpass.

"Nossa principal meta é fornecer rápido apoio durante a crise, de acordo com as necessidades dos países. É vital que se encurte o tempo para a recuperação e que se crie confiança de que ela será forte", disse ao participar da teleconferência do G-20, segundo comunicado divulgado pelo Banco Mundial.

Malpass afirmou que o Banco Mundial e a Corporação Internacional de Finanças (IFC, na sigla em inglês) aprovaram um pacote de US$ 14 bilhões para responder aos impactos da pandemia. Desse valor, US$ 8 bilhões serão disponibilizados rapidamente para apoiar companhias privadas, ainda de acordo com o executivo.

O presidente do órgão internacional revelou ainda que a Associação Internacional de Desenvolvimento (AID) e o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), ambos sob o guarda-chuva do Banco Mundial, destinarão US$ 6 bilhões a sistemas de saúde, no curto prazo. "Estamos atualmente reestruturando projetos em 23 países", disse, acrescentando que novos projetos estão sendo discutidos em 49 países, entre os quais 16 devem ser decididos já esta semana.

Diante do iminente cenário de "forte recessão", Malpass exortou os países a realizarem reformas estruturais para garantir rápida recuperação. "Os países precisam agir rapidamente para aumentar gastos de saúde, fortalecer programas sociais, apoiar o setor privado e responder a turbulências no mercado financeiros", instou.

O executivo americano também pediu aos credores de economias mais pobres que os ajudem com alívios das dívidas e que os permitam suspender os pagamentos, "até que o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional avaliem suas necessidades de reconstrução e financiamento". "Essa crise deve atingir de forma mais forte os países mais pobres e vulneráveis", acredita.

Sobre o impacto da pandemia na cadeia produtiva global, Malpass revelou estar em contato com China e outros países para obter ajuda na oferta de bens intermediários e se disse grato "às respostas positivas até então".

FMI fala em US$ 1 trilhão em empréstimos

Também nesta segunda, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva afirmou por meio de sua conta oficial no Twitter, que a entidade está pronta para implantar sua capacidade de empréstimo de US$ 1 trilhão em meio à pandemia de coronavírus.

De acordo com ela, o FMI já recebeu perto de 80 solicitações de ajuda de diferentes países.

Kristalina Georgieva ainda ressaltou que países emergentes e de baixa renda encontram desafios ainda mais significativos na atual conjuntura. A diretora-gerente, porém, ressaltou que FMI e Banco Mundial acompanham a questão de maneira "muito próxima".

"Todos os países precisam trabalhar juntos para salvar vidas e limitar os custos econômicos", completou Georgieva, na rede social.