Moody's prevê contração de 1,6% no PIB do Brasil e de 0,5% no G-20


Estadão Conteúdo
25 de março de 2020 às 14:24
Clientes usam máscaras de proteção em loja da Apple

Clientes usam máscaras de proteção enquanto aguardam para medir temperatura em loja da Apple, em meio a surto do novo coronavírus; China deve ter crscimento de apenas 3,3%

Foto: Aly Song - 21.fev.2020/ Reuters

A Moody's informou nesta quarta-feira (25) que revisou para baixo suas projeções de crescimento econômico nos países do G-20. Em comunicado, a agência diz que espera agora contração de 0,5% em 2020 nessas nações (de alta de 2,6% projetada em novembro), seguida por um avanço de 3,2% em 2021.

Apenas para o Brasil, a Moody's diz esperar contração de 1,6% em 2020, seguida por crescimento de 2,7% no ano seguinte.

As economias do G-20 enfrentarão "um choque sem precedentes no primeiro semestre", com a emergência do coronavírus, diz a Moody's.

Ela prevê que a economia dos Estados Unidos encolha 2% neste ano, com crescimento de 2,1% em 2021.

Para a China, a Moody's projeta crescimento de 3,3% neste ano, seguido de avanço de 6,0% em 2021.

A Alemanha, maior economia da Europa, deve sofrer contração de 3% neste ano, para crescer 2,5% no próximo.

Em seu comunicado, a Moody's ressalta o fato de ser "impossível prever de modo preciso o impacto econômico nesta crise", com incertezas como a duração da pandemia e, consequentemente, o quanto ela afetará a atividade.

A agência nota que, de acordo com informações recentes, novos surtos podem voltar a surgir em países após a retirada de restrições a viagens e à circulação de pessoas, o que levaria a períodos mais prolongados de medidas restritivas.