OMC prevê "declínio acentuado" no comércio mundial em 2020


André Spigariol, da CNN, em Brasília
25 de março de 2020 às 16:31
Roberto Azevêdo, da OMC

Roberto Azevêdo, diretor-geral da Organização Mundial do Comércio

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), embaixador brasileiro Roberto Azevêdo, pediu nesta quarta-feira (25) que a comunidade internacional encontre uma solução conjunta para reverter o impacto negativo da pandemia do novo coronavírus sobre o comércio mundial. 

Ele advertiu que as trocas comerciais em escala global serão vitais para que o mundo se recupere após a emergência de saúde. O anúncio foi feito por meio de um vídeo gravado em sua casa em Genebra, Suíça, sede da OMC.

Economistas da OMC estão analisando as conseqüências da crise e relatarão suas projeções para o comércio em 2020 e 2021. Embora o relatório ainda não esteja pronto, Azevedo advertiu que os economistas "preveem um declínio muito acentuado no comércio".

"Nenhum país é auto-suficiente, por mais poderoso ou avançado que seja. O comércio permite a produção e o fornecimento eficientes de bens e serviços básicos, suprimentos e equipamentos médicos, alimentos e energia. Manter o comércio e o investimento fluindo será fundamental para manter as prateleiras abundantes e os preços acessíveis", disse o diretor-geral no vídeo.

Ainda, segundo o líder da organização, quando a crise de saúde pública diminuir, o comércio possibilitará que os países se ajudem a crescer. “O comércio internacional trará uma recuperação mais forte e rápida a todos nós. A OMC fará sua parte”, afirmou Azevêdo.