Bolsonaro sugere abono extra de R$ 100 para beneficiário do Bolsa Família


Do CNN Business, em São Paulo*
26 de março de 2020 às 21:23 | Atualizado 26 de março de 2020 às 21:40
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Em transmissão ao vivo, Bolsonaro também disse que pretende tornar permanente o pagamento do 13º do Bolsa Família 

Foto: Adriano Machado - 18.mar.2020/ Reuters

Em transmissão de vídeo em sua página no Facebook, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o governo estuda dar um "abono extra" de R$ 100 aos beneficiários do Bolsa Família por conta da crise econômica agravado pelo coronavírus, sem espeficiar por quanto tempo poderia durar.

"Uma sugestão, uma ideia é que nós temos, por medida provisória, um abono extra de R$ 100 para quem recebe o Bolsa Família", disse na noite nesta quinta-feira (26) 

Bolsonaro agradeceu ao Congresso pela aprovação do estado de calamidade, medida que possibilita ao governo aumentar gastos, e lembrou do pagamento do 13º do Bolsa Família em 2019. 

"Ano passado nós pagamos o 13º do Bolsa Família. A gente queria tornar permanente, mas a Câmara não votou a medida provisória e caducou. Vamos entrar com projeto de lei pedindo urgência ao Parlamento, pedindo que o 13º seja garantido de forma definitiva para as pessoas mais humildes do Brasil", disse Bolsonaro depois de celebrar a inclusão de mais um milhão e duzentas mil pessoas no programa assistencial.

De acordo com o presidente, as medidas para dirimir o impacto econômico da pandemia da covid-19. estão baseadas principalmente no Bolsa Família e no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo Bolsonaro, a Advocacia-Geral da União (AGU) deve apresentar em breve ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação direta de inconstitucionalidade que deve beneficiar "micro e pequenas empresas, também para atender aqueles que trabalham em bares, restaures e turismo, que está a zero no Brasil e no mundo". O presidente, no entanto, não especificou do que trata a ação.

BNDES

Sobre o BNDES, Bolsonaro celebrou que o banco esteja livre de "fazer empréstimos fajutos para ditaduras" e disse que o banco de fomento já injetou R$ 55 bilhões na economia, também como medida anticíclica, além de ter suspendido cobranças a beneficiados com empréstimos durante seis meses.

Segundo Bolsonaro, o BNDES "chegou a torrar meio trilhão de reais", o que, segundo ele, equivale a metade do que o governo prevê gastar no enfrentamento à crise provocada pela pandemia.

"Tá vendo como o presidente do passado e aquela outra mulher gostavam de emprestar dinheiro para os amigos?", provocou, em referência aos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

*Com informações do Estadão Conteúdo