Aneel trava reajuste tarifário de distribuidoras da Energisa e CPFL por 90 dias

A medida vale para empresas que atendem Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e São Paulo

Reuters
08 de abril de 2020 às 08:42
Quando concretizados, reajustes resultarão em elevação média das conta para os consumidores de até quase 7% (20.fev.2008)
Foto: Paulo Whitaker/Reuters

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu suspender por 90 dias a aplicação de reajustes aprovados para as tarifas de três distribuidoras de eletricidade de empresas da Energisa e da CPFL Energia que atendem Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e São Paulo.

A decisão, em reunião na noite de terça-feira, veio após solicitação das próprias elétricas, em meio a esperados impactos da pandemia de coronavírus sobre a renda da população e o setor de energia.

Com isso, Energisa Mato Grosso do Sul, Energisa Mato Grosso e CPFL Paulista continuarão cobrando as tarifas atuais até 30 de junho de 2020.

Os reajustes, que resultarão em elevação média das conta para os consumidores de até quase 7%, serão aplicados após essa data, sendo que a diferença na receita das empresas devido ao adiamento serão ajustadas e consideradas nos próximos processos de cálculo tarifário das distribuidoras.

As tarifas da CPFL teriam aumento médio para o consumidor de 6,05%, enquanto as da Energisa Mato Grosso do Sul subiriam 6,9% e as das Energisa Mato Grosso teriam alta de em média 2,47%.

Empresas de distribuição de energia têm relatado temores de uma forte elevação da inadimplência devido à redução da renda da população em meio a medidas de isolamento adotadas para combater a propagação do coronavírus, que levaram ao fechamento de comércios e redução da atividade industrial.

A Aneel determinou em março que as concessionárias não poderão realizar cortes de energia por inadimplência durante 90 dias para consumidores residenciais e empresas de serviços essenciais.