Setor de serviços recua 1% em fevereiro, diz IBGE

Segundo pesquisa, este é o maior recuo mensal desde julho de 2018

Gustavo Lago Da CNN, no Rio de Janeiro
08 de abril de 2020 às 13:31

O volume de serviços prestados no país sofreu uma queda de 1% no mês de fevereiro em relação a janeiro, segundo relatório da Pesquisa Mensal de Serviços, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

O levantamento considera este resultado negativo o mais intenso desde julho de 2018, quando o recuo no volume de serviços prestados caiu 3,1%

Os serviços que mais contribuíram para esta queda foram os de profissionais, administrativos e complementares, com baixa de 0,9%. Os setores de informação e comunição teve recuo de 0,5%, e os serviços prestados para as famílias teve alta de 0,1% no mês. 

Por outro lado, a pesquisa revela alta de 0,4% nas atividades de transportes e serviços auxiliares aos transportes. 

No acumulado do ano, entretanto, houve alta de 1,2% se comparado ao primeiro bimestre de 2019.

O índice positivo foi puxado por São Paulo (2,0%), seguido por Rio de Janeiro (2,7%) e Distrito Federal (4,5%).

Por outro lado, as mais relevantes quedas foram no Rio Grande do Sul (-3,0%); Bahia (-3,9%); e Minas Gerais (-1,4%).

Nos estados

A pesquisa também apontou queda no volume de serviços em 16 das 27 unidades da federação. 

Segundo o balanço, entre os estados em que houve queda, se destacaram: São Paulo (-0,6%) e Minas Gerais (-1,8).

E os que registraram aumento no volume de prestação de serviços foram: Rio de Janeiro (+1,2%) e Rio Grande do Sul (+1,7%).

Média móvel trimestral

O IBGE também faz um balanço sobre o total do volume de serviços prestados, nos últimos três meses —finalizado em fevereiro — comparado com o trimestre anterior.

O resultado foi de queda de 0,4%. Este recuo foi puxado pelos serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,0%) e pelos serviços de informação e comunicação (-0,4%).

Os setores que aqueceram no trimestre foram transportes e serviços auxiliares aos transportes e correio (alta de 0,4%) e o de serviços prestados às famílias (alta de 0,1%).