Indústria pede corte da SELIC, crédito e mais prazo para pagamentos

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresenta propostas para atenuar os efeitos da crise

Rudá Moreira e Stephanie Bevilaqua, Da CNN em Brasília e São Paulo
23 de abril de 2020 às 13:42
Montagem mostra nota de cem dólares com o ex-presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, usando máscara como medida de prevenção à COVID-19.
Foto: Viacheslav Lopatin/Shutterstock

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou hoje (23) trinta propostas ao Governo para amenizar os efeitos da pandemia da COVID-19 nos resultados do setor. Entre as medidas estão a redução da taxa básica de juros SELIC, prorrogação de dívidas e linha de crédito temporário em despesas básicas, como a energia elétrica.
 
As medias têm como objetivo, respectivamente:
 
-      Reduzir o custo do capital de giro;
-      Ampliar a disponibilidade de caixa das empresas;
-      Atenuar os problemas dos contratos de energia elétrica realizados pelas indústrias.
 
A lista inclui novas sugestões e outras já apresentadas no mês passado, em áreas como financiamento, tributação, infraestrutura e comércio exterior. No documento divulgado pela CNI, o relatório "reforça a importância de se adotar, na sua plenitude, propostas que já haviam sido apresentadas em março, mas que, até agora, foram implementadas apenas parcialmente ou ainda não consideradas pelo governo".

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A CNI afirma que tem colaborado com propostas e reconhece esforços do governo para minimizar a crise. No entanto, “algumas não têm sido eficazes e novas medidas se fazem necessárias”. 
 
O documento também chama a atenção para o caráter excepcional da crise, justificando medidas que à primeira vista podem parecer exageradas. “A pandemia da Covid-19 gerou uma crise econômica sem precedentes e diferente de todas as crises vivenciadas por nossa geração. Não é uma crise de falta de demanda nem de dificuldade de oferta, mas uma em que o consumidor desaparece, não por falta de renda, mas por impossibilidade de ir às compras”, diz o comunicado. 

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