Confiança do consumidor cai a mínima da série histórica em abril, aponta FGV

Consequências do coronavírus devem levar à maior recessão global desde a Grande Depressão dos anos 1930.

Reuters
27 de abril de 2020 às 08:50
Comercio fechado na Avenida Paulista durante a quarentena (26.mar.2020)
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do Brasil caiu para a mínima da série histórica no mês de abril, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira (27), com as consequências econômicas da pandemia da COVID-19 impulsionando um pessimismo generalizado.

O ICC caiu a 58,2 pontos em abril, menor nível da série histórica iniciada em setembro de 2005, ante 80,2 pontos registrados em março. A mínima anterior era de 64,9 pontos alcançada em dezembro de 2015.

"Com a COVID-19 e as medidas de isolamento, consumidores percebem a piora da situação econômica do país e o quanto isso afeta suas condições financeiras nesse momento", disse em nota Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das sondagens da FGV.

"O pessimismo em relação aos próximos meses é homogêneo entre as diversas classes de renda e isso faz com que todos coloquem o pé no freio em relação ao consumo (...). É difícil ainda enxergar uma melhora significativa nos próximos meses, dado o nível elevado de incerteza econômica e política."

Em abril, tanto as avaliações sobre o presente quanto as expectativas em relação aos próximos messes se deterioraram.

O Índice de Situação Atual (ISA) caiu 10,5 pontos, e foi a 65,6 pontos, patamar mais baixo desde dezembro de 2016(64,8 pontos), enquanto o Índice de Expectativas (IE) perdeu 28,9 pontos, para 55,0 pontos, o menor nível da série.

A crise do coronavírus obrigou governos em todo o mundo a restringir deslocamentos e empresas e indústrias a interromper suas atividades, consequências econômicas que devem levar à maior recessão global desde a Grande Depressão dos anos 1930.