Setor de cosméticos: entre a crise da pandemia e as vendas do Dia das Mães

Analista de economia Raquel Landim entrevista Roberto Marques, CEO da Natura &CO

Da CNN, em São Paulo
29 de abril de 2020 às 22:10 | Atualizado 29 de abril de 2020 às 22:22

O CNN Líderes desta semana mostra o desafio das empresas em tentar amenizar as perdas com as vendas do Dia das Mães. Essa é segunda principal data do comércio, atrás apenas do Natal. Mas o cenário frente à pandemia será de prejuízos para as marcas.

A analista de economia Raquel Landim entrevista Roberto Marques, CEO da Natura &CO. O grupo reúne hoje as marcas: Avon, Natura, The Body Shop e Aesop. Com receita bruta anual combinada de mais de US$ 10 bilhões, Natura &Co tem mais de 3 mil lojas, 40 mil colaboradores e presença em mais de 100 países.

Para o CEO, as projeções mostram uma melhora de desempenho a partir do terceiro trimestre, mas sem recuperar a performance de antes da crise da COVID-19. "Os negócios estão sendo impactados. Hoje, os Estados Unidos, que são o maior mercado do mundo, registram uma queda no Produto Interno Bruto de 4,8% no 1º trimestre. Então, a gente vai ver sim queda expressivas no mundo todo, em todos os negócios, uns mais e outros menos. E a Natura &Co também sendo impactada”, disse.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo prevê um prejuízo de R$ 3,7 bilhões no comércio na semana do Dia das Mães, com grande parte das lojas de portas fechadas. Para o mês, a estimativa é de queda de 31% no faturamento, na comparação com maio do ano passado.

“Felizmente, a gente tem produtos essenciais em nosso portifólio, e a gente rapidamente conseguiu redirecionar a produção de manufatura para isso. Nós aumentamos em mais de 30% a nossa capacidade de produção em itens essenciais, que são: sabonetes, álcool gel, hidratantes. São produtos com alta demanda", disse.