EDP Brasil tem aval do Cade para comprar ativos de geração solar

Operação envolve a compra de duas usinas solares na cidade de Taubaté, interior de São Paulo, junto ao Grupo GDSolar

Reuters
12 de maio de 2020 às 11:22

EDP fará aquisição no setor de geração solar distribuída, que tem atraído forte interesse de investidores no país

Foto: Eloy Alonso/Reuters

A elétrica EDP Brasil obteve autorização do órgão brasileiro de defesa da concorrência para uma aquisição no setor de geração solar distribuída, que tem atraído forte interesse de investidores no país.

O negócio, que deve ser fechado pela unidade de serviços da empresa do grupo português EDP, a EDP Grid, foi aprovado sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), segundo publicação no Diário Oficial da União desta terça-feira (12).

A operação envolve a compra de duas usinas solares na cidade de Taubaté, interior de São Paulo, junto ao Grupo GDSolar, segundo documentos apresentados pela EDP ao Cade, que não citam o valor a ser pago pelos ativos e nem sua capacidade instalada.

Procurada, a EDP Brasil não comentou de imediato a operação.

De acordo com parecer do Cade, a elétrica apontou que "a operac¸a~o representa uma oportunidade para o Grupo EDP desenvolver novos projetos de gerac¸a~o distribui´da de energia fotovoltaica no Brasil, expandindo o seu parque de gerac¸a~o renova´vel".

A empresa também defendeu que o negócio visa aumentar "a capacidade instalada em seu sistema de distribuic¸a~o, o potencial de energia excedente para comercializac¸a~o, e a atrac¸a~o de novos clientes de servic¸os relacionados a` gerac¸a~o fotovoltaica."

O Brasil possui atualmente quase 3 gigawatts em instalações operacionais de geração distribuída-- geralmente sistemas instalados por consumidores ou empresas em telhados de residências, lojas ou fábricas, cuja produção pode ser abatida da conta de luz dos estabelecimentos.

Desse total, cerca de 2,75 gigawatts são de sistemas de geração distribuída solar.

Em meio a um forte crescimento nos últimos anos, o setor de geração distribuída do Brasil tem atraído interesse de grandes elétricas internacionais e de empresas locais, incluindo empresas de pequeno porte.

A própria EDP Brasil já havia recebido aval do Cade para uma aquisição no segmento em janeiro, que envolveu ativos solares de geração distribuída da Léros Geradora.