Associação dos lojistas de shoppings em MG pede medidas anticrise para o setor

Segundo a Associação dos Lojistas de Shoppings Centers do estado, mais de 10 mil trabalhadores do setor já perderam seus empregos

Da CNN, em São Paulo
14 de maio de 2020 às 17:11

A Associação dos Lojistas de Shoppings Centers de Minas Gerais (Aloshopping-MG) pediu nesta quinta-feira (14), em carta aberta a ser entregue às administradoras dos shoppings, medidas para aliviar o peso da crise econômica provocada pela pandemia de Covid-19.

Segundo a Aloshopping-MG, com quase dois meses do período de isolamento social no estado, mais de 10 mil pessoas que trabalhavam no comércio de shoppings perderam os empregos e 1,5 mil lojas fecharam as portas. 

À CNN, o superintendente da Aloshopping-MG, Alexandre Dolabella França, disse que a entidade pede que os lojistas não paguem 13º aos shoppings e que os custos da manutenção dos estabelecimentos tenham como base o faturamento dos comerciantes.

"Seria 8% sobre as vendas e isso inclui aluguel, condomínio e fundo de promoção pelo menos até junho de 2021", explicou ele. "Não tem outra saída para nós. E depois crescemos juntos."

Segundo o superintendente da Aloshopping-MG, a associação prevê que o setor termine o ano de 2020 com queda de 20% a 25% em relação ao ano anterior.

"É muito alto, então não tem a mínima condição de sobrevivência do lojista nessa operação dessa maneira", defendeu.

A associação também realizou uma entrevista coletiva virtual, que contou com a participação de membros do setor e especialistas no assunto. O consultor varejista Ricardo Pollack explicou a situação delicada de recuperação dos shoppings.

“O que vai acontecer é que o poder de compra da população vai cair drasticamente junto com o poder de venda. Você escuta sobre a liberação de verbas do BNDES, mas não chega ao setor de shoppings, porque os bancos estão com medo de emprestar. Estamos em uma situação de recursos represados”.