BC pede a impressão de R$ 9 bi até o fim de maio para a Casa da Moeda

Banco diz que tal antecipação visa construir estoques de segurança e já estava prevista

Ludmila Candal, da CNN, em Brasília
15 de maio de 2020 às 17:59
Sede do Banco Central, em Brasília
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil


O Banco Central pediu a antecipação da produção de R$ 9 bilhões em cédulas e moedas até o final do mês de maio. Segundo o BC, tal antecipação já estava contratada dentro da programação anual. Eles pontuaram ainda que o pedido visa construir estoques de segurança e mitigar eventuais consequências do fenômeno de entesouramento que se observa desde o início da pandemia.

Questionados se há risco de falta de cédulas no país em decorrência dos saques do auxílio emergencial da Caixa, o Banco Central afirmou que entende que o entesouramento pode ser consequência de três fatores: saques por pessoas e empresas para formação de reservas, diminuição do volume de compras no comércio em geral e porque parcela considerável dos valores pagos em espécie aos beneficiários dos auxílios ainda não retornou ao sistema bancário.

Por sua vez, a Casa da Moeda afirmou que tem capacidade de impressão imediata e possui um dos maiores complexos de gráfica de segurança do mundo. Sendo assim, está plenamente atualizada e preparada para enfrentar possíveis demandas emergenciais em relação ao momento atípico que o mundo enfrenta.

Sobre a operacionalização das atividades, a Casa da Moeda disse que tem cerca de 1.900 empregados. Mas que, hoje, menos de 30% dos empregados trabalham presencialmente em Santa Cruz garantindo a produção das atividades essenciais. Eles estão distribuídos em três turnos em rodízio semanal e os demais em trabalho remoto, afastados ou em férias.