Morar perto do comércio é prioridade na escolha do imóvel, diz pesquisa

Segundo levantamento do Grupo ZAP, depois da localização, os brasileiros priorizam imóveis com ambientes bem divididos, varanda e uma boa vista

Marcelo Sakate da CNN, em São Paulo
19 de maio de 2020 às 20:13 | Atualizado 19 de maio de 2020 às 20:20
Vista do Rio de Janeiro: além de morar perto do comércio, brasileiro gosta de apartamentos com uma bela vista
Foto: Julianna Kaiser/Unplash

A quarentena prolongada por causa da pandemia do coronavírus está mudando a forma como brasileiros escolhem um imóvel para morar, seja por meio de aluguel ou da compra. É o que revela uma pesquisa realizada com 1.700 pessoas pelo Grupo ZAP, uma das maiores empresas de aluguel e venda de imóveis do país, entre os dias 27 de abril e 5 de maio. Os resultados foram passados com exclusividade para o CNN Brasil Business

Morar em um imóvel em um bairro com boa oferta de comércio e serviços foi apontado como o fator mais importante para 7 em cada 10 brasileiros (68% do total), segundo a pesquisa do ZAP.

A seguir ficaram morar em um imóvel com ambientes bem divididos (63% disseram que é algo importante ou muito importante), em um imóvel com varanda (57%) e com vista desimpedida (55%), o que reflete o tempo prolongado que as pessoas passaram a ficar em casa.

“As pessoas estão valorizando o contato com o mundo lá fora, ainda que ela não possa sair de casa”, diz Deborah Seabra, economista do Grupo ZAP. A elevada importância de bairros com lojas e oferta de serviços também guarda relação direta com os tempos atuais de pandemia.

Leia também:
Esperança de alívio na crise e juro baixo redobram aposta em fundos imobiliários
Juro baixo, pero no mucho: inadimplência pode travar empréstimos mais baratos

“Se as pessoas são aconselhadas a não sair, é muito melhor ter um mercadinho a duas quadras de casa do que precisar pegar o carro cada vez que tiver que comprar algo”, afirma Deborah.

Como se trata de uma pesquisa qualitativa inédita, não é possível fazer uma comparação com os fatores mais importantes para quem procurava um imóvel no período anterior à crise.

A pesquisa revela ainda a expectativa majoritária de que os preços tanto de aluguel como de compra de imóveis irão recuar nos próximos meses. Novamente a proporção é de 7 em cada 10 entrevistados que acreditam que os valores cobrados vão recuar muito ou um pouco na comparação com o período anterior à pandemia do coronavírus.

Vale notar, porém, que a expectativa ainda não se traduziu em realidade. O preço médio de locação subiu perto de 1% tanto em março (+0,99%) como em abril (+0,95), refletindo um mercado ainda aquecido, segundo dados do Índice FipeZAP.

Clique aqui para acessar a página do CNN Business no Facebook