Setor de serviços cai 61% desde o início da pandemia; supermercados sobem 16%

Índice Cielo do Varejo Ampliado divulgou dados desde o dia 1º de março, que registrou queda na maior parte dos setores de consumo

Da CNN, em São Paulo
24 de maio de 2020 às 12:27
 
A crise econômica desencadeada pela pandemia do novo coronavírus já fez o setor de serviços recuar em 61% desde o dia 1º de março. O número foi revelado pelo Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), que mede o consumo do varejo brasileiro.
 
Renata Greco, vice-presidente de Produtos e Inovação da Cielo, disse em entrevista à CNN neste domingo (24) que o consumo como um todo desacelerou cerca de 30% no país desde o início da adoação de medidas de isolamento social.
 
"O que foi muito afetado mesmo nesta crise foi [o setor de] serviços, com uma queda de 61% puxada pelo turismo e as aéreas, setores que praticamente pararam. Bares e restaurantes seguem com uma desaceleração contínua [desde o início da pandemia], o que não quer dizer que não irá desacelerar mais, mas acreditamos que em alguns setores teremos uma leve recuperação", pontuou.
 
Mas enquanto a maioria dos setores registrou queda, o de bens não duráveis, como drogarias e supermercados, por exemplo, foram menos afetados. "Por serem serviços essenciais, eles continuaram com as portas abertas e o consumo acelerado. As drogarias registraram queda de 2,9%, mas em contrapartida os mercados cresceram aproximadamente 16%", destacou a executiva.
 
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Na avaliação da executiva, apesar de as pessoas irem menos aos supermercados e atacadistas por temerem uma contaminação pelo novo coronavírus, elas compram mais durante a pandemia. "O consumo médio quando uma pessoa vai ao supermercado subiu 20% — ou seja, não está diminuindo por total o consumo, mas elas estão indo menos vezes ao supermercado."
 
Ainda dentro de não duráveis, postos de gasolinas foram bastante afetados com um recuo de 34% desde o dia 1º de março.
 
"Quando falamos de bens duráveis, eles sentiram bastante este início de pandemia: o consumo caiu cerca de 42% desde o início da crise, sendo muito puxado por vestuário (65%), móveis (30%) e material de construção, que caiu ao todo 9,3% no período, mas vemos uma recuperação na última semana", completou Renata.