Dívida pública alta é importante fator de risco para o Brasil, diz Campos Neto

Presidente do BC disse que condução da política monetária demanda cautela e que queda de incertezas no âmbito fiscal será essencial para definir próximos passos

Reuters
25 de maio de 2020 às 11:01
Roberto Campos Neto: diminuição das incertezas no âmbito fiscal será essencial para definir próximos passos da política monetária
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, destacou que é recomendada cautela na condução da política monetária no país, e que a dívida pública alta é importante fator de risco, apontando que houve aumento nos juros de 5 anos especialmente para os países de dívida mais elevada -- Brasil e África do Sul.

Em apresentação divulgada pelo BC, Campos Neto divulgou que a prorrogação de operações de crédito no âmbito da renegociação de dívidas junto a bancos chegou a R$ 535,7 bilhões no período de 16 de março a 15 de maio, tendo como pano de fundo a crise provocada pela pandemia do coronavírus.

Ele reiterou ainda mensagem da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), apontando que o colegiado considera um último ajuste nos juros, não maior que o corte de 0,75 ponto realizado em maio. Hoje, a Selic está em 3% ao ano.

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"O Comitê reconhece que se elevou a variância do seu balanço de riscos e ressalta que novas informações sobre os efeitos da pandemia, assim como uma diminuição das incertezas no âmbito fiscal, serão essenciais para definir seus próximos passos", trouxe a apresentação.

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