FGV: confiança do consumidor tem leve alta em maio, mas pessimismo se mantém

Resultado pode ser interpretado como uma acomodação ao recuperar apenas 13,2% da queda de 29,6 pontos acumulada nos dois meses anteriores

Reuters
25 de maio de 2020 às 08:28 | Atualizado 25 de maio de 2020 às 08:31
Trabalhador de cooperativa prepara produtos vendidos por aplicativo para entrega em Piedade, interior de São Paulo (08.abr.2020)
Foto: Rahel Patrasso/Reuters

O pessimismo em relação aos próximos meses diminuiu levemente em maio e a confiança do consumidor teve alta, em um movimento de acomodação diante dos impactos da pandemia de coronavírus, de acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (25) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 3,9 no mês, chegando a 62,1 pontos, mas a FGV destacou que o resultado "pode ser interpretado como uma acomodação ao recuperar apenas 13,2% da queda de 29,6 pontos acumulada nos dois meses anteriores".

A pesquisa mostrou que em maio as avaliações sobre a situação presente continuaram a se deteriorar, enquanto as expectativas recuperaram parte das perdas sofridas em abril.

O Índice de Situação Atual (ISA) perdeu 0,6 ponto e foi a 65,0 pontos, menor nível desde dezembro de 2016. Já o Índice de Expectativas (IE) subiu 6,7 pontos, para 61,7 pontos, após ter atingido mínima histórica no mês anterior (55,0 pontos).

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"No momento presente, grande parte dos consumidores sentem os impactos da pandemia e avaliam piora na situação econômica geral e financeira das famílias. Com o orçamento doméstico comprometido pela necessidade de isolamento social levando a casos de redução de renda por demissão, suspensão de trabalho ou redução proporcional de salários e jornada de trabalho por pelo menos um membro familiar, as famílias de baixa renda são atualmente as que mais sentem dificuldades", analisou a coordenadora das sondagens na FGV, Viviane Seda Bittencourt.

Em maio, houve piora da percepção sobre a situação econômica no momento e manutenção da insatisfação em relação a situação financeira das famílias.

Com relação aos próximos meses, o quesito que mede as expectativas sobre as finanças familiares foi o que mais contribuiu para a melhora da confiança, avançando após quatro meses seguidos de queda e atingido o menor nível da série histórica.

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