SP define limitações para reabertura e quer empresas fazendo testes

Capacidade de funcionamento de comércio, serviços e shoppings dependerá da fase da pandemia de Covid-19 na região em que estiverem

Da CNN, em São Paulo
29 de maio de 2020 às 13:50 | Atualizado 29 de maio de 2020 às 14:04
Homem caminha de máscara na avenida Paulista, em São Paulo
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A retomada da economia em São Paulo terá limites de capacidade de acordo com a fase da pandemia de Covid-19 de cada região do estado, mostram critérios divulgados nesta sexta-feira (29) pelo governo paulista. A administração de João Doria (PSDB) também quer que empresas de grande porte façam testes em massa.

Segundo o governo, nas regiões que estiverem na fase 2 -- a segunda de maior gravidade --, shopping centers, comércio e serviços poderão abrir com 20% da capacidade e apenas por quatro horas seguidas. Praças de alimentação não podem funcionar.

Nos locais com fase 3, bares, restaurantes, salões de beleza e barbearias passam a poder abrir. A capacidade de funcionamento liberada sobe para 40% e o horário de portas abertas, para seis horas. Praças de alimentação ao ar livre podem funcionar. 

Na fase 4, são incluídas as academias e a capacidade de funcionamento permitida vai a 60%, sem restrição de horário. 

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Testes em empresas

Ontem (28), um dia depois de Doria anunciar o plano de retomada da atividade econômica a partir de segunda-feira (1º), o estado teve seu recorde de registros diários de casos de Covid-19. Foram 6.382 novos diagnósticos, chegando ao total de 95.865. Também foram confirmadas 268 mortes, totalizando 6.980.

Nesta sexta-feira, o governo manifestou a intenção de que os grandes empregadores do setor privado contribuam na testagem em massa de trabalhadores, e divulgou um protocolo para empresas abordarem a pandemia no ambiente de trabalho.

O protocolo para empresas é dividido em quatro partes: prevenção; triagem, que inclui monitoramento de temperatura e sintomas; testagem; e contenção de casos. 

"Nesta fase de reabertura gradual da economia, o poder público pede e tem convicção de que terá o apoio da livre iniciativa na realização de testes em massa para ampliar a eficiência no enfrentamento da epidemia", disse Doria.