Shoppings pedem cautela à população de São Paulo

"Vá de máscara, faça compra programada, higienize as mãos com frequência e mantenha o distanciamento social", diz Glauco Humai

Raquel Landim
Por Raquel Landim, CNN  
10 de junho de 2020 às 12:24 | Atualizado 10 de junho de 2020 às 13:08
Glauco Humai, presidente da Associação Brasileira de Shoppings Centers, em entrevista à CNN
Foto: CNN (27.mai.2020)


A Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce) divulgou uma carta aberta à população da capital paulista pedindo cautela na reabertura dos estabelecimentos previstas para amanhã.

A assinatura do protocolo que vai permitir que os shoppings voltem a funcionar em São Paulo está marcada para a tarde desta quarta-feira. Hoje o comércio de rua retormou parciammente as operações após 82 dias de isolamento social.

"Se precisar ir ao shopping, vá com tranquilidade e respeite as orientações passadas pelos empreendimentos. Vá de máscara, faça compra programada, higienize as mãos com frequência e mantenha o distanciamento social", diz no documento o presidente da Abrasce, Glauco Humai.

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Segundo apurou a CNN, os shoppings estão preocupados com a reabertura em São Paulo, porque a cidade é vitrine para o restante do país. Imagens com os estabelecimentos lotados e filas pode alarmar as autoridades e prejudicar o ritmo da reabertura.

Os shoppings e as lojas se comprometeram a receber apenas 20% da capacidade e funcionar em horário reduzido. A reabertura do varejo ocorre às vésperas do Dia dos Namorados. Foi um pleito do setor que já teve as vendas prejudicadas na Páscoa e no Dia das Mães por causa da pandemia.

Cálculo da Federação do Comércio de São Paulo (Fecomércio-SP) aponta que o setor, incluindo lojas de rua e shoppings centers perderam quase R$ 17 bilhões com a quarentena apenas na capital paulista, o que significa 6% do faturamento esperado para 2020. O prejuízo diário é estimado em R$ 220 milhões - 30% das vendas.