Parceria com a Latam pode acelerar recuperação das empresas, diz CEO da Azul

Questionado se uma eventual fusão poderia fazer parte dos planos da Azul, como revelou o presidente da Latam, o executivo afirmou que não há 'nada previsto'

Roberta Russo, da CNN, em São Paulo
17 de junho de 2020 às 21:43 | Atualizado 17 de junho de 2020 às 21:59

A parceria entre Latam e Azul pode ser benéfica e ainda complementar os negócios de ambas as empresas em um momento complicado para o setor. Essa é a opinião de John Rodgerson, CEO da Azul Linhass Aéreas, que acredita que o acordo deve ampliar o número de conexões e, consequentemente, o número de clientes.

No entanto, questionado se uma eventual fusão poderia fazer parte dos planos da Azul, como revelou o presidente da Latam, Jerome Cadier, à CNN, Rodgerson afirmou que não há "nada previsto". Porém, avalia que a parceria faz todo o sentido.

“Essa é uma maneira de ajudar as empresas a se recuperarem mais rápido, além de fortalecer a conectar mais o Brasil", disse ele em entrevista à CNN. "A Latam tem conexões regionais no mundo inteiro, enquanto nós temos regionais e sub-regionais. Vamos literalmente conectar o mundo com essa parceria.”

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As empresas anunciaram na terça-feira (16) o chamado “codeshare” para o compartilhamento de voos e programas de fidelidade que inclui 50 rotas nacionais. Um temor de consumidores é que a parceria poderia resultar em passagens mais caras, algo que Rodgerson nega que isso vai acontecer. Ele ressalta que o objetivo da parceria é dar mais opções aos clientes.

"O que queremos é dar um jeito de voltar a voar. Se a Latam não chega a um local, usa as nossas conexões. E, assim, o cliente tem mais opções", diz o executivo. 

Ele ressaltou que o objetivo da parceria é das mais opções pata os clientes “o que queremos é dar um jeito de voltar a voar. Se a Latam não chega a um local, usa as nossas conexões. E, assim, o cliente tem mais opções.”

Recuperação só em 2021

As aeroportos brasileiros tentam aos poucos recuperar parte do movimento. A expectativa é que, até o fim de junho, os terminais tenham aproximadamente 350 voos diários, o que equivale a 34% de aumento em relação ao mês de maio.

Para atrair passageiros, além dos bilhetes mais baratos por causa da baixa demanda, as companhias apostam em regras de distanciamento social e higiene reforçada para que as pessoas se sintam mais seguras.

Apesar disso, o CEO da Azul prevê que, em cenário otimista, até dezembro, a companhia deverá trabalhar apenas com metade da malha. Em 2021, acredita que as operações estarão normalizadas. Isso, no entanto, não significa recuperação do faturamento. “Recuperação só vamos pensar para o que vem. A palavra agora é flexibilidade", diz ele.