Ranking de CEO’s Fortune 500 perde outra executiva – lista conta com 35 mulheres

Sua saída da “melhor sala do escritório” reduz o que já é um número pequeno de mulheres CEOs de empresas da Fortune 500

Jeanne Sahadi, do CNN Business, em Nova York
21 de junho de 2020 às 07:00 | Atualizado 22 de junho de 2020 às 09:58
Marillyn Hewson: a executiva sempre foi mencionada como a primeira mulher CEO da maior empresa do setor de defesa do mundo
Foto: CNN Business

O número de mulheres dirigindo empresas da Fortune 500 nunca foi tão grande. E agora ficou ainda menor.

Após sete anos e meio no comando da Lockheed Martin, a CEO Marillyn Hewson deixou a empresa na segunda-feira em uma transição planejada anunciada em março. Ela se torna agora presidente executiva do conselho. James Taiclet, ex-chefe da American Tower Corp, assumirá o cargo de CEO.

Sua saída acontece logo após a aposentadoria da CEO da IBM, Ginni Rometty, a licença médica da CEO da AutoNation, Cheryl Miller, e o pedido de demissão da CEO da Hertz, Kathryn Marinello.

Durante a bem-sucedida gestão de Hewson na Lockheed, ela foi nomeada a mulher mais poderosa nos negócios pela Fortune e CEO do ano pela revista Chief Executive. E no ano passado, entrou na lista das "100 Pessoas Mais Influentes do Mundo" da revista TIME.

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Hewson é sempre mencionada como a primeira mulher CEO da maior empresa do setor de defesa do mundo. Porém, ela disse em uma entrevista à CNN em 2015 que, embora acredite ser um modelo para as mulheres: "Prefiro muito mais que elas destaquem que sou uma líder, porque sou, primeiramente, uma líder e acho que isso é realmente importante."

Sua saída da “melhor sala do escritório”  [U1] reduz o que já é um número pequeno de mulheres CEOs de empresas da Fortune 500. Atualmente, existem apenas 35 delas, segundo a Fortune.

E desde 1972, quando havia apenas uma - Katharine Graham, do Washington Post - o número total de mulheres a ocupar o cargo de CEO em empresas da Fortune 500 é de apenas 87, de acordo com a Catalyst, um grupo voltado à aceleração do progresso para as mulheres no trabalho, agora presidido por Hewson.

E não é nenhuma surpresa que, considerando o que sabemos sobre o campo de atuação desigual para as minorias no trabalho, as poucas mulheres que já ocuparam a “melhor sala do escritório” [U2] quase sempre sejam brancas.

Somente três das mulheres CEOs da Fortune 500 deste ano não são brancas, de acordo com a Fortune: Sonia Syngal, da Gap Inc., Lisa Su, CEO da Advanced Micro Devices e Joey Wat, CEO da Yum China. 

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