CMN fixa em 3,25% meta de inflação para 2023

A margem de tolerância é de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos

Anna Russi do CNN Brasil Business, em Brasília*
25 de junho de 2020 às 19:07 | Atualizado 25 de junho de 2020 às 19:23
Dinheiro, cartões de crédito e cheque: CMN colocou como piso da meta de inflação 1,75% e teto de 4,75%
Foto: Marcos Santos/USP Imagens (04.07.2013)

O Ministério da Economia informou, nesta quinta-feira (25), que o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu a meta de inflação para 2023 em 3,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Ou seja, o piso da meta será de 1,75% e o teto de 4,75%. 

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Mesmo em meio as incertezas por conta da pandemia, o conselho manteve as metas para 2020, 2021 e 2022: 2020 - 4% a.a.; 2021 - 3,75% a.a.; 2022 - 3,5% a.a., com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. 

O anúncio ocorre em um contexto de preocupações em relação à capacidade do BC de entregar, de fato, a inflação nos parâmetros estabelecidos. Isso porque, com o isolamento social causado pela pandemia do novo coronavírus, a atividade econômica despencou no Brasil, bem como os preços de produtos e serviços.

O CMN, que definiu as metas de inflação para os próximos anos, é formado pelo presidente do BC, Roberto Campos Neto, pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e pelo secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues.

*(com informações de Estadão Conteúdo)