Presidente da Peugeot diz que fusão com Fiat Chrysler está no caminho certo

Se obtiver sucesso, acordo vai formar a quarta maior montadora do mundo

Reuters
25 de junho de 2020 às 11:52
Jeep Renegade, da Fiat Chrysler (FCA)
Foto: Divulgação/FCA

O presidente-executivo da PSA, Carlos Tavares, está confiante de que a fusão de US$ 50 bilhões da companhia com a Fiat Chrysler (FCA) ocorrerá conforme o planejado e proporcionará sinergias de pelo menos € 3,7 bilhões.

O acordo para criar a quarta maior montadora do mundo se tornou ainda mais vital por conta do impacto da crise do coronavírus, além de acelerar a economia de custos, disse Tavares nesta quinta-feira na reunião anual de acionistas da PSA. "A fusão com a FCA é a melhor entre as soluções para lidar com a crise e suas incertezas."

Tavares também minimizou a recente análise antitruste da União Europeia sobre a planejada fusão, acrescentando que está confiante de que o negócio será finalizada até o primeiro trimestre de 2021. "O cronograma da fusão com a FCA está sendo estritamente respeitado", disse ele, acrescentando que as sinergias projetadas de € 3,7 bilhões são um "piso".

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As autoridades de defesa da competição na UE começaram na semana passada uma investigação de quatro meses sobre o acordo, dizendo que ele pode prejudicar a concorrência no setor de vans pequenas em 14 países da UE e no Reino Unido.

As duas montadoras se recusaram a oferecer concessões para atenuar as preocupações da UE durante a análise preliminar do acordo, que já foi aprovado nos Estados Unidos, China, Japão e Rússia.

Quando questionado se os termos poderão ser revisados para refletir a desaceleração da indústria automotiva global, Tavares disse que "não chegou o momento de discutir esta questão", acrescentando que os benefícios do negócio devem ser sentidos a longo prazo e que a PSA está focada no acordo vinculante com a FCA.

No entanto, PSA e FCA já revisaram um aspecto da fusão. Em maio, as companhias disseram que não pagarão o dividendo ordinário planejado sobre os resultados de 2019, citando o impacto negativo da pandemia. O dividendo anunciado de 2019 como parte do acordo era de € 1,1 bilhão.