Estado e prefeitura de SP divergem sobre protocolo para reabertura de bares

Equipe de Doria definiu que estabelecimentos só poderão operar nas áreas externas; técnicos da prefeitura argumentam que é muito difícil seguir esse protocolo

Raquel Landim
Por Raquel Landim, CNN  
25 de junho de 2020 às 23:17 | Atualizado 25 de junho de 2020 às 23:39
 
 

O governo estadual e a prefeitura de São Paulo estão divergindo sobre o protocolo adequado para a reabertura de bares e restaurantes na capital paulista, segundo apurou a CNN.

O embate se arrastou por uma reunião realizada nesta quinta-feira (25) à noite no Palácio dos Bandeirantes. O martelo precisa ser batido até o meio-dia da sexta-feira (26) para o anúncio.

A equipe do governador João Doria definiu que as regiões localizadas na fase “amarela” do Plano São Paulo só podem reabrir as áreas externas de bares e restaurantes, como vem acontecendo em outras cidades do mundo, para evitar a contaminação pela Covid-19.

Já os técnicos da prefeitura argumentam que é muito difícil seguir esse protocolo porque apenas 10% dos bares e restaurantes da capital possuem algum tipo de área externa. Isso deixaria uma enorme parte do setor ainda de portas fechadas, trabalhando apenas com delivery.

Nos últimos dias, o prefeito Bruno Covas repetiu algumas vezes que São Paulo deve avançar para a próxima fase de abertura a partir de segunda-feira. Hoje a cidade está na fase laranja, que permite a retomada do comércio e dos shoppings por apenas quatro horas. Na etapa amarela, voltam a funcionar bares, restaurantes e salões de beleza.

Técnicos disseram à reportagem que São Paulo conseguiu atingir todos os critérios necessários para avançar na abertura a despeito da piora da doença no interior do estado. O percentual de ocupação de leitos de UTI teria baixado significativamente para cerca de 60% mesmo com a transferência de pacientes da região metropolitana para a capital.

Fontes do setor de bares e restaurantes disseram à reportagem que o prefeito está decidido a reabrir o setor e que, se o governo estadual insistir nas restrições, a prefeitura pretende considerar como área externa qualquer ambiente que tiver circulação de ar natural como, por exemplo, uma janela.