Alvo de Guedes, subsídios voltam a crescer em 2019 depois de quatro anos

Subvenções chegaram a 4,8% do PIB; ministério diz que aumento se deveu a ajuste de metodologia

Anna Russi, do CNN Brasil Business, em Brasília
14 de julho de 2020 às 18:29
Ministro da Economia, Paulo Guedes, durante coletiva de imprensa em Brasília
Foto: Anderson Riedel - 15.mai.2020/PR


Os subsídios concedidos pelo governo federal somaram R$ 348,3 bilhões aos cofres públicos em 2019, primeiro ano do governo do presidente Jair Bolsonaro. O valor é 9,8% superior ao registrado no ano anterior e equivale a 4,8% do Produto Interno Bruto (PIB).

A redução dos subsídios federais é uma das principais bandeiras do ministro da Economia, Paulo Guedes, mas, no ano passado, essa conta subiu pela primeira vez desde o governo Dilma, em 2015.

Os dados foram publicados pelo Ministério da Economia nesta terça-feira (14). Os benefícios tributários totalizaram R$ 308,4 bilhões do valor total. Outros R$ 39,9 bilhões foram em subsídios financeiros e creditícios.

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O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, explicou que a alta de 84% no subsídio creditício puxou o resultado geral em 2019. Ele reforçou ainda que a redução de despesas com subsídios faz parte da política econômica conduzida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

“O aumento em 2019 é justificado por ajuste contábil no Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT)", explicou. Somente no subsídio creditício do FAT, o aumento foi de R$ 30 bilhões. 

Já entre os subsídios tributários, o destaque ficou com a agricultura e a agroindústria. Também avançaram o Simples Nacional, o setor automotivo e a Zona Franca de Manaus, bem como áreas de livre comércio.

Socorro a Estados e municípios 

A pasta também informou que os gastos com ajuda financeira emergencial para Estados e municípios no combate aos impactos da pandemia da Covid-19 já totalizam R$ 120,21 bilhões.

De acordo com o Ministério da Economia, o programa federativo de enfrentamento ao coronavírus reforça em R$ 60,15 bilhões a receita dos entes subnacionais. 

A renegociação de dívidas com a União somou R$ 35,35 bilhões em economias para os estados, enquanto a renegociação com bancos públicos chegou a R$ 13,98 bilhões. Por fim, a renegociação com organismos internacionais totalizou R$ 10,73 bilhões.

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