Ibovespa segue mercados internacionais e cai; dólar tem maior queda 15 dias

Mau humor foi causado por medo de segunda onda de coronavírus nos Estados Unidos e números fracos do varejo chinês

Do CNN Brasil Business, em São Paulo
16 de julho de 2020 às 09:05 | Atualizado 16 de julho de 2020 às 17:43
Dólar voltou a subir na sexta-feira (27) após três sessões em baixa (27.mar.2020)
Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters

Os mercados internacionais não estavam de bom humor hoje. Estados Unidos, China e Europa viram seus principais índices cair. E no Brasil não foi diferente: o Ibovespa caiu 1,22%, a 100.553 pontos. No pior momento do dia, o índice chegou a cair para 100.160 pontos. 

Em julho, o Ibovespa já acumula elevação de 5,78%. Desde a mínima do ano, em março, a alta alcança cerca de 60%. No ano, porém, a conta ainda é negativa, com desvalorização de 13%.

Já o dólar teve a maior queda em 15 dias. A moeda americana fechou em queda de 1,04% a R$ 5,32. A cotação chegou a uma queda de 1,42%, a R$ 5,30. 

A bolsa brasileira seguiu o movimento internacional de queda com o temor de uma segunda onda de coronavírus nos Estados Unidos e dados fracos do varejo chinês. 

Nos Estados Unidos, uma recente onda de casos de Covid-19 obrigou estados como a Califórnia a fechar novamente as atividades, provocando tempores de mais danos aos negócios e diminuindo o ritmo do rali em Wall Street.

A China também tem sua parcela de culpa no mau humor. Por lá, números sobre o PIB no segundo trimestre e a produção industrial em junho ficaram ligeiramente acima das previsões, mas um declínio inesperado nas vendas no varejo trouxe preocupações sobre o consumo naquele país. As vendas do varejo no país asiático recuaram 1,8%. A expectativa era de alta de 0,3%.  

Enquanto isso, para manter a saúde das relações comerciais com o exterior, governo federal editou um decreto que proíbe queimadas em todo o país por 120 dias. A medida, que passa a vigorar imediatamente, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (16).

Lá fora

Os mercados de ações nos Estados Unidos caíam nesta quinta-feira com o índice S&P 500 se afastando de máxima em cinco semanas. S&P 500 caiu 0,33%, o Dow Jones recuou 0,5% e a Nasdaq, puxada pelos problemas de segurança que passam as empresas de tecnologia, teve a maior queda: 0,7%, mas chegou a cair mais de 1% no meio do dia. 

Por lá, números positivos do varejo não foram suficientes para animar os investidores. As vendas aumentaram 7,5% no mês passado, resultado acima da expectativa de acréscimo de 5%. 

A Apple cedeu 1,2%, e Microsoft perdeu 2%. As ações das duas empresas exerceram a maior influência negativa sobre o S&P 500 entre todos os componentes do índice.

Já o Twitter recuou 1,1% depois que Hackers invadiram contas de personalidades influentes e pediram bitcoins.

As ações europeias encerraram em queda, mas a alguma distância das mínimas da sessão desta quinta-feira, com investidores na expectativa por uma aguardada reunião para debater um fundo de recuperação europeu.

O Eurofist 300 caiu 0,4%, a 1.450 pontos. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 0,7%, depois de chegar a ceder 1% durante a sessão.

O Banco Central Europeu (BCE) manteve sua política monetária nesta quinta. A presidente do BCE, Christine Lagarde, disse que o banco espera que um ainda pendente programa de estímulos da União Europeia (UE) favoreça subsídios em vez de empréstimos, como esperado por investidores. O banco espera usar totalmente seu enorme pacote de estímulos contra a pandemia para ajudar a zona do euro a seguir emersa, acrescentou ela.

(Com Reuters)

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