Mais privatizações significam mais hospitais e creches, diz Uebel

Segundo o secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, é necessário um programa célere de desestatizações

Anna Russi, do CNN Brasil Business, em Brasília
17 de julho de 2020 às 22:23
Fachada da sede da Eletrobras: empresa é um dos alvos de privatização do governo
Foto: Pilar Olivares/Reuters

O secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, afirmou que o melhor programa de proteção social para o Brasil seria dar celeridade ao programa de privatizações do governo federal, como os das estatais Correios e Eletrobras. 

"Para isso, o Congresso precisa estar engajado nessa pauta e isso só vai acontecer se houver pressão popular, se a sociedade entender que menos estatais significa mais hospitais, mais creches, mais esgoto para a população", disse. 

Ele participou nesta sexta-feira (17) de debate virtual no evento Conexão 2021. Ele destacou que o maior desafio nas privatizações é o desenho institucional do país. "O desenho do governo federal foi para não privatizar. Você tem todas as dificuldades para fazer isso. Não se consegue fazer isso em um ano, uma ano e meio", comentou. 

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Ao longo do debate, ele afirmou ainda que a carteira de identidade digital, o meio de pagamento digital do Tesouro e o aplicativo do governo federal serão entregues até o início do próximo ano.

"O aplicativo, por exemplo, vai reunir todos os serviços em um único local. Com isso você pode enviar seus dados para qualquer empresa ou organização, receber recursos via PIX, e pagar tudo dentro de um mesmo local. Vai mudar a relação do cidadão com o governo", explicou. 

Ainda segundo Uebel, até o final da gestão 100% dos serviços públicos serão digitais – somente até o final deste ano serão 1000 processos. "Temos focado primeiro nos que tem maio impacto social", observou. 

De acordo com o secretário, desde janeiro de 2019, 800 serviços públicos foram digitalizados. "Isso gera uma economia por ano de R$ 2 bi, que vão para investimentos  em saúde, segurança, educação e saneamento. Também são 150 milhões de horas a mais que os brasileiros tem para investir em lazer, educação e trabalho. Por isso, é fundamental o processo de simplificação e digitalização", reforçou.

Na visão dele, a desburocratização tem ligação direta com a corrupção. "A desburocratização é um projeto para reduzir corrupção. Quanto maior a liberdade econômica, quanto maior a facilidade de fazer negócios, menor a corrupção", completou.

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