Dólar mantém ritmo de queda e fecha a R$ 5,11; Ibovespa anda de lado

Moeda americana acumula forte queda durante a semana e continua caindo nesta quarta-feira. Ibovespa opera com oscilação

Do CNN Brasil Business, em São Paulo*
22 de julho de 2020 às 09:17 | Atualizado 22 de julho de 2020 às 17:57

Foto: Jason Briscoe/Unsplash

A tensão diplomática entre Estados Unidos e China não teve efeitos tão significativos na bolsa brasileira. Durante o dia, o Ibovespa oscilou muito e terminou a quarta-feira com queda de 0,02%, aos 104.289,57 pontos

A volatilidade marcou a sessão de hoje. O Ibovespa chegou a beirar os 105 mil pontos, pela manhã. Perto das 15h, porém, o índice caiu para 103.277 pontos. 

Já o dólar teve viés claro: segue caindo e terminou o dia cotado a R$ 5,11, uma queda de 1,87%. A moeda americana acumula desvalorização de R$ 0,28 na semana. Este é o menor patamar do dólar desde o dia 12 de junho.

Hoje, o real liderou os ganhos entre moedas na América Latina. Segundo analistas, o movimento acontece porque os investidores enxergaram com bons olhos a entrega do projeto de reforma tributária ao Congresso. 

"Se implementados, os principais benefícios seriam acumulados no longo prazo, melhorando o crescimento potencial do PIB. De maneira mais imediata, provavelmente ajudaria a diminuir o rendimento dos títulos de longo prazo", disseram analistas da Capital Economics. 

O ânimo com Brasil foi capaz de vencer as desconfianças causadas pela escalada de tensão entre Estados Unidos e China. Os americanos disseram aos chineses para fechar seu consulado em Houston, aprofundando a deterioração nas relações bilaterais.

Destaques

Após apresentação de bons resultados no segundo trimestre, a WEG diparou 13,8%. Na outra ponta, a Qualicorp se desvalorizou 5,7%, após seu fundador ser preso.

O Itaú caiu 2,27% e o Bradesco recuou 1,72%. O UBS avaliou que a primeira fase da reforma tributária apresentada na véspera ao Congresso sinaliza aumento de tributação sobre instituições financeiras, se aprovado o texto da reforma também como enviado ao Congresso.

Já a B2W avançou 5,3%, para recorde de fechamento de R$ 125,55. No melhor momento, chegou a R$ 126,30. O conselho de administração da varejista de comércio eletrônico aprovou aumento do capital de R$ 4 bilhões, para subscrição privada, a R$ 115 por papel, para acelerar o plano de crescimento, incluindo eventuais aquisições.

Lá fora

Nos Estados Unidos, os índices apresentaram alta. O Dow Jones subiu 0,62%, enquanto S&P 500 e Nasdaq ganharam, respectivamente, 0,58% e 0,24%.

As ações europeias fecharam em queda nesta quarta-feira, com o aumento das tensões entre Estados Unidos e China e uma alta nos casos de coronavírus afetando o sentimento depois que um acordo de dívida para toda a União Europeia levou os mercados da região a máximas de quatro meses na sessão anterior.

O índice FTSEurofirst 300 caiu 0,94%, a 1.454 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,87%, a 373 pontos, registrando sua maior queda diária em um mês.

Os índices acionários da China fecharam em alta pela quarta sessão seguida nesta quarta-feira, impulsionados pelas reformas do mercado de capital por Pequim, embora os ganhos tenham sido limitados pelas tensões com os Estados Unidos.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,5%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,37%

Ambos os índices recuperaram a maior parte das perdas vistas na semana passada devido a preocupações com o aperto da política monetária e saída de fluxos externos.

*Com informações da Reuters

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