Nubank abre a carteira e compra empresa americana de tecnologia Cognitect


Paula Bezerra, do CNN Brasil Business, em São Paulo
23 de julho de 2020 às 10:26 | Atualizado 23 de julho de 2020 às 10:58
Nubank

Fachada do Nubank: empresa faz segunda aquisição para fortalecer seu braço tecnológico 

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

O banco digital Nubank anunciou, nesta quinta-feira (23), a compra da empresa americana Cognitect, consultoria de engenharia de software focada em sistemas de programação. Esta é a segunda aquisição da fintech com foco em expandir e aprimorar a área de tecnologia na companhia. 

Com um valor de mercado estimado em US$ 10,4 bilhões e escritórios no Brasil, Argentina, México e Alemanha, o Nubank não tem medido esforços para reforçar sua marca digital. O time de engenharia, por exemplo, duplicou de tamanho em um ano – passando de 281 para cerca de 600 pessoas. 

Para administrar e garantir o atendimento da carteira de cerca de 25 milhões de clientes, a empresa, então, decidiu comprar a Cognitect. Com sede em Durham, na Carolina do Norte, a companhia já prestava serviços ao Nubank desde meados de 2014, quando o banco digital iniciou seus primeiros produtos.

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Já os 20 funcionários da empresa norte-americana serão integrados ao time do banco ‘roxo’, segundo nota divulgada por David Vélez, presidente e co-fundador do Nubank. 

“Contar com o reforço dos profissionais da Cognitect vai nos permitir aprimorar ainda mais nossos produtos para devolver às pessoas o controle de suas vidas financeiras por meio de serviços simples, transparentes e humanos", afirma Vélez.

Talentos em tecnologia 

Esta é a segunda aquisição do banco digital para expandir a área de engenharia de software. Em janeiro, antes da pandemia, o Nubank comprou a Plataformatec, uma companhia brasileira, para recrutar uma equipe de 50 funcionários em seu time de tecnologia. 

Desafio mundial, os talentos de tecnologia tem sido uma grande questão para as fintechs brasileiras. Além da falta de profissional, a alta rotatividade prejudica a gestão das empresas de tecnologia, desde as grandes do Vale do Silício, como Amazon e Facebook, até as brasileiras, como Nubank e Creditas – que, em 2019, também fez uma movimentação parecida ao banco ‘roxo’ para fortalecer seu braço tecnológico.

Não à toa, um levantamento do site de empregos Indeed mostra que 7 dos 10 empregos mais difíceis de serem preenchidos estão no setor de tecnologia. De acordo com a pesquisa publicada ao final de 2019, entre os cargos mais difíceis de serem preenchidos estão os de analista de segurança de informação, webmaster e programadores, por exemplo. 

"Esta aquisição vai nos possibilitar que avancemos ainda mais nesse sentido, por otimizar nossa capacidade de desenvolvimento de software”, diz Edward Wible, co-fundador e CTO (chefe de tecnologia) do Nubank. “Nosso objetivo é ter o time técnico mais talentoso do mercado para assegurar os melhores produtos e serviços aos clientes."

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