Bolsa fecha a semana estável, mesmo com quedas no exterior; dólar cai

A bolsa brasileira tem leve queda, de 0,02%, e a moeda americana recua e vai a R$ 5,18

Do CNN Brasil Business, em São Paulo*
24 de julho de 2020 às 09:12 | Atualizado 24 de julho de 2020 às 18:00

Foto: Austin Distel/Unsplash

O Ibovespa resistiu ao mau humor do mercado internacional e fechou em alta nesta sexta-feira (24). O resultado da bolsa brasileira foi puxado pela alta de empresas importantes para o Ibovespa. Ao fim do pregão, o Ibovespa fechou com alta de 0,09%, aos 102.381,58 pontos

O índice operou próximo da estabilidade ao longo de todo o pregão. No pior momento do dia, o Ibovespa chegou a 100.858 pontos.

Com o resultado, a bolsa brasileira tem a primeira perda semanal do mês, de 0,46%.

Itaú (alta de 0,11%), Bradesco (0,14%), Santander (0,37%), Petrobras (0,71%) contribuiram com a retomada da bolsa nesta sexta. 

Já o dólar recuou ante o real depois de subir nos primeiros negócios. A moeda americana perdia 0,14% frente o real, a R$ 5,20.

Hoje, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, voltou a falar sobre a volatilidade recente do câmbio. Ele disse quea volatilidade cambial incomoda e está sendo estudada pela autoridade monetária, mas que há entendimento de que os instrumentos dos quais o BC dispõe não são adequados para atuar nesse sentido.

O mercado passou o dia de olho no imbróglio China-Estados Unidos. Hoje, o país asiático decidiu retaliar os Estados Unidos e mandou fechar um consulado americano na cidade de Chengdu. Isso sinalizou para o mercado que a tensão entre os países segue em rítimo crescente e, consequentemente, afeta os negócios. 

Destaques

A Ambev encerrou o dia em alta de 3,68%, a R$ 14,93, máxima de fechamento desde 5 de março. Isso porque o HSBC elevou o preço-alvo da ação de R$ 10 para R$ 12. A companhia reporta balanço na próxima quinta-feira.

A Petrobras valorizou-se 0,71%, na esteira da alta dos preços do petróleo no exterior. A companhia aprovou início dos processos de contratação de três novas plataformas no pré-sal da Bacia de Santos.

A Suzano subiu 3,83%. O gestor Werner Roger, da Trígono Capital, citou que há perspectivas de alta de preços no quarto trimestre, bem como muitas empresas com custo acima do preço deverão parar para manutenção, tirando celulose do mercado e que a demanda para tissue continua robusta. "Acredito num excelente resultado no segundo trimestre e talvez o mercado já esteja antecipando", afirmou o gestor, que tem posição no papel. A rival Klabin avançou 0,42%.

Já a Cogna recuou 5,37%, mais uma vez entre os destaques de baixa, em meio a movimentos de correção após divulgação de detalhes na véspera sobre o IPO de sua subsidiária Vasta. Até a quarta-feira, os papéis subiam mais de 40% no mês.

Lá fora:

Nos Estados Unidos, balanços fracos, aumento no número de casos de Covid-19 e incertezas geopolíticas fizeram os índices perder força. 

O S&P 500 caiu 0,61%, enquanto o Dow Jones teve queda de 0,68% e o Nasdaq perdeu 0,92%.

Na China, as bolsas tiveram queda significativa. O índice CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 4,39%. Já o índice de Xangai teve queda de 3,8%. O ChiNext, que reúne startups, despencou 6.1%. 

As ações europeias registraram sua maior queda diária em um mês nesta sexta-feira. O índice de referência FTSEEurofirst 300 caiu 1,74%, sua primeira perda semanal em um mês. O índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 1,7%

Além da tensão entre Estados Unidos e China, o aumento de casos globais de Covid-19 também pesava sobre o sentimento, uma vez que os investidores preocupavam-se com as medidas de contenção que poderiam reverter uma recuperação na atividade empresarial.

*Com informações da Reuters

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