Tributação sobre salário mínimo pode cair 10%, diz Lira após reunião com Guedes


Chico Prado, da CNN Brasil, em Brasília
31 de julho de 2020 às 21:44 | Atualizado 31 de julho de 2020 às 21:51

Guedes Maia Alcolumbre Reforma Tributária

O ministro Paulo Guedes, e os presidentes do Senado e da Câmara, Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia

Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

O governo continua a apostar na estratégia de prometer o bônus antes de apresentar o ônus na sua proposta de reforma trbutária. 

O deputado federal Arthur Lira (PP-AL), líder do PP na Câmara e um dos nomes mais influentes do Centrão, voltou a externalizar essa estratégia nesta noite de sexta-feira (31), depois de reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

"Há uma possibilidade clara de desonerar primeiro o salário mínimo em torno de 10%, para todos os setores, de maneira permanente. Mas de onde vem essa fonte, isso vai ter que ser muito discutido", afirmou o deputado, para em seguida emendar desconversando: "Ninguém falou em nenhum imposto. Só a imprensa e algumas pessoas do Legislativo falam disso."

Foi uma referência à criação de um imposto sobre transações financeiras ou digitais nos moldes da extinta CPMF, algo que enfrenta forte resistência da população e no próprio Congresso.

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Lira também comentou o que pode ser a segunda perna da proposta de reforma tributária, a ser apresentada, segundo ele, daqui a duas semanas. Entrariam mudanças nas regras de deduções do Imposto de Renda e desonerações (reduções de impostos).

Na primeira parte da proposta da reforma tributária, o governo apresentou a unificação do PIS e da Cofins em um único tributo, que seria chamado de Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

Se for enviado com urgência constitucional, o Congresso teria um prazo para apreciar e votar o texto.

Por fim, o deputado disse que a eliminação do IPI para produtos da chamada linha branca (como geladeiras e máquinas de lavar) também foi discutido, mas de forma inconclusiva.

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