À espera de Trump, Tencent vê lucro saltar 37% com demanda por games

Gigante chinesa de tecnologia pode ser obrigada a interromper uso do aplicativo WeChat nos Estados Unidos por ordem do republicano

Do CNN Brasil Business, em São Paulo
12 de agosto de 2020 às 12:42 | Atualizado 12 de agosto de 2020 às 12:50

A Tencent registrou crescimento dos seus negócios com apps e games para celulares na pandemia
Foto: Tatyana Makeyeva/Reuters (28.set.2019)

A gigante chinesa de jogos e mídia social Tencent, dona do aplicativo WeChat, reportou alta de 37% no lucro líquido do segundo trimestre. O resultado superou as estimativas do mercado, com a maior demanda por seus videogames, uma vez que o coronavírus prejudicou outras opções de entretenimento.

A receita de jogos online, que responde por um terço das vendas, subiu 40% no trimestre, principalmente impulsionada por jogos para smartphones, incluindo Peacekeeper Elite e Honor of Kings. Isso compensou um declínio nos jogos para computador.

As receitas de redes sociais, fintech, serviços empresariais e publicidade social cresceram quase 30%.

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No entanto as receitas de publicidade na mídia caíram 25%, "como resultado da fraca demanda por publicidade de marca em meio ao ambiente macro desafiador" e atrasos na produção e no lançamento de conteúdo.

A maior empresa de jogos do mundo em receita registrou lucro de 33,1 bilhões de iuanes (cerca de US$ 4,8 bilhões) no trimestre. Isso superou a estimativa média dos analistas de 27,56 bilhões de iuanes, de acordo com dados da Refinitiv.

A receita cresceu 29%, para 114,88 bilhões de iuanes, acima das expectativas do mercado de 112,76 bilhões de iuanes.

Os resultados foram divulgados poucos dias depois que os Estados Unidos anunciaram que irão proibir as transações relacionadas ao aplicativo WeChat no país.

O vice-presidente financeiro da Tencent, John Lo, disse que a empresa entendeu que o decreto está focado apenas no WeChat nos EUA e não em seus outros negócios no país.

A empresa está buscando esclarecimentos adicionais das partes relevantes sobre o decreto do governo Trump, disse Lo durante teleconferência com analistas.

(Com Reuters)

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