Parte do governo quer gastar mais e Brasília já cogita substituto de Guedes

O atual presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, se tornou um nome forte dentro do governo para eventual substituição

Fernando Nakagawa
Por Fernando Nakagawa, CNN  
17 de agosto de 2020 às 07:14
Capa do podcast Abertura de Mercado
Foto: CNN Brasil

Aliados de Bolsonaro têm dito que o governo precisa de um novo chefe para a equipe econômica que tenha compromisso com o teto de gastos e a responsabilidade fiscal, mas sem a intransigência do atual ministro.

No episódio de hoje:

- O aumento da pressão por aumento de gastos públicos já gerou várias baixas na equipe econômica de Jair Bolsonaro e, para o mundo político, o processo pode continuar até com a eventual saída de Guedes;
- Diante dessa discussão, já há debate até sobre quem poderá ser o substituto;
- A analista de política da CNN, Thais Arbex, apurou que o atual presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, se tornou um nome forte dentro do governo para eventual substituição;
- Aliados do presidente têm dito que o governo precisa de um novo chefe para a equipe econômica que tenha compromisso com o teto de gastos e a responsabilidade fiscal, mas sem a intransigência do atual ministro;
- Para muita gente no governo, Guedes tem tido comportamento de conflito e adota discurso que não agrada o Palácio do Planalto;
- Entre os que defendem aumento de gastos públicos, estão os ministros chamados da ala desenvolvimentista, entre eles Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e Tarcísio de Freitas (Infraestrutura);
- A percepção do mundo político é que o presidente Jair Bolsonaro tem se inclinado para o aumento do gasto público;
- Um dos motivos foi o aumento da popularidade, principalmente entre os mais pobres que foram beneficiados pelo auxílio emergencial;
- Mais de 60 economistas assinaram uma carta publicada no fim de semana pela Folha de S. Paulo com forte defesa da regra do teto de gastos;
- Para o grupo, é preciso rebaixar o piso de gastos públicos para que o teto não colapse;
- Também defendem que o teto garante a solvência da economia brasileira e o controle da inflação;
- “Precisamos rebaixar o piso, para que o teto não colapse, se não em 2021, por opções equivocadas de política, nos próximos anos, por excesso incontornável de despesas obrigatórias”;
- Entre os que assinam o documento, estão Alexandre Schwartsman, Carlos Kawall, Eduardo Guardia, Elena Landau, José Roberto Mendonça de Barros, Luiz Fernando Figueiredo, Mario Mesquita, Reinaldo Le Grazie e Solange Srour;
- O Cade aprovou sem restrições a compra da Nike do Brasil pelo grupo SBF, que é o dono da rede de lojas de artigos esportivos Centauro;
- A compra foi anunciada em fevereiro por R$ 900 milhões de reais;
- Com isso, a Centauro se torna responsável exclusiva para distribuição, vendas e política comercial dos itens com a marca Nike, além da gestão das lojas da marca no Brasil;
- Na documentação entregue ao Cade, a Nike informa que, por uma decisão comercial, está deixando de operar diretamente em mercados do cone sul, como Brasil, Argentina, Chile e Uruguai;
- Mas o negócio não agradou todo mundo. A Netshoes, que é concorrente da Centauro, argumentou que é uma das maiores vendedoras de Nike no Brasil e não ter a marca nas prateleiras é uma clara desvantagem;
- Os donos da Centauro disseram que vão continuar distribuindo para os concorrentes normalmente;
- A briga de cachorro grande entre a Epic Games, que é a dona do jogo Fortnite, com as gigantes Apple e Google ganhou novos capítulos;
- O Spotify e a empresa dona do Tinder, o Match Group, divulgaram comunicados em apoio à iniciativa da Epic Games;
- Para a dona do Tinder, a Apple faz uso da posição dominante e de práticas injustas para prejudicar consumidores e desenvolvedores de aplicativos;
- Já o Spotify afirma que a empresa fundada por Steve Jobs usa a loja de aplicativos para favorecer o serviço de música da casa, o Apple Music, em detrimento de concorrentes;
- Ainda sobre internet, o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou no fim de semana que a chinesa Bytedance se desfaça das operações da rede social TikTok em 90 dias; 
- Trump também pressiona o setor de tecnologia dos Estados Unidos para tentar impedir que essas empresas vendam produtos e serviços para a gigante chinesa Huawei;
- Essa é a empresa chinesa por trás da tecnologia 5G que é acusada pela Casa Branca de ser não confiável na privacidade, o que tem gerado banimento da empresa em vários países;
- AGENDA: Os Estados Unidos conhecem às 9h30 da manhã dados sobre a produção industrial no mês de agosto.

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