Fim da crise? Índice S&P 500 coroa 'bull market' com recorde histórico em NY

Índice de ações mais acompanhado das bolsas americanas supera marca de 19 de fevereiro, com alta superior a 50% desde o fim de março

Do CNN Brasil Business, em São Paulo
18 de agosto de 2020 às 21:10 | Atualizado 18 de agosto de 2020 às 21:20
Pedestre caminha de máscara em frente à Bolsa de Valores de Nova York
Foto: Lucas Jackson/Reuters (18.mar.2020)

O índice de ações S&P 500, o mais abrangente das bolsas americanas, fechou em patamar recorde nesta terça-feira (18), recuperando-se das enormes perdas desencadeadas pela pandemia do coronavírus e coroando uma das mais dramáticas recuperações da história do índice.

O S&P 500 ganhou 0,23% nesta terça, para 3.389,78 pontos, superando o recorde histórico registrado em 19 de fevereiro.

O registro confirma, de acordo com uma definição amplamente aceita, que o índice mais seguido de Wall Street entrou em uma fase de alta do mercado (bull market, ou mercado touro) depois de atingir seu patamar mínimo na pandemia em 23 de março. O S&P 500 subiu cerca de 55% desde então.

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Por outro lado, isso torna a fase de baixo do mercado (bear market, ou mercado urso) que começou no final de fevereiro o mais curto da história do S&P 500.

Desde a mínima de fechamento de 23 de março, o S&P registrou o maior ganho em um período de 103 dias em 87 anos, de acordo com dados da Refinitiv.

Trilhões de dólares em estímulos fiscais e monetários anunciados pelo governo americano e pelo Federal Reserve (o banco central) deixaram Wall Street com farta disponibilidade de dinheiro, empurrando investidores ávidos por retornos ao mercado de ações.

As ações da Amazon e de outras empresas relacionadas à tecnologia -- setor de rápido crescimento -- têm sido vistas como as mais confiáveis ??para superar a crise.

"O S&P 500 tem sido impressionante e criado muita riqueza, mas não tenho certeza se isso reflete a saúde geral da economia", disse Patrick Leary, estrategista-chefe de mercado da Incapital.

"O rali tem mais a ver com a inflação de ativos, que é alimentada por toda a liquidez e todo o apoio contínuo à economia, bem como pelo enfraquecimento do dólar", acrescentou.

Nasdaq: 18º recorde

Enquanto isso, o Nasdaq registrou seu 18º recorde no fechamento desde o início de junho, quando confirmou sua recuperação da liquidação do coronavírus. O recorde de terça-feira foi seu 34º até agora neste ano, em comparação com 31 máximas em 2019 e 29 em 2018.

A Nasdaq teve alta de 0,73% nesta terça, para 11.210,84 pontos. A razão para a chuva de recordes é que a Nasdaq é a bolsa que reúne as ações de empresas de tecnologia, como Amazon, Apple e Microsoft.

Dúvidas subjacentes sobre a saúde da economia, no entanto, persistiram na sessão desta terça-feira, com reações mornas aos resultados fortes das varejistas Home Depot e Walmart.

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