Desemprego nos EUA: pedidos de auxílio ao governo voltam a superar 1 milhão

Economistas consultados pela Reuters projetavam um total de 925 mil pedidos na última semana

Dan Burns, da Reuters
20 de agosto de 2020 às 10:51

Desempregados aguardam em fila para solicitar benefício no Arkansas, EUA

Foto: Nick Oxford - 04.abr.2020/ Reuters

O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego subiu inesperadamente acima da marca de 1 milhão na semana passada, um revés para o mercado de trabalho dos Estados Unidos em meio à pandemia de coronavírus.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego subiram para 1,106 milhão em dado ajustado sazonalmente na semana encerrada em 15 de agosto, de 971 mil na semana anterior, informou o Departamento do Trabalho.

Economistas consultados pela Reuters projetavam um total de 925 mil pedidos na última semana.

Leia também:
BC americano destaca real como exemplo de moeda que perdeu valor
China e EUA concordam em realizar negociações comerciais, diz ministério chinês
Brasil: Taxa de desemprego sobe na 4ª semana de julho e vai a 13,7%, mostra IBGE

O nível da semana anterior havia marcado a primeira vez desde março em que os novos pedidos ficaram abaixo do patamar de 1 milhão.

O benefício extra de US$ 600 semanais venceu em 31 de julho. Embora o presidente Donald Trump tenha assinado um decreto que inclui a prorrogação do suplemento a US$ 400 por semana, há confusão sobre sua implementação.

Os Estados precisam cobrir US$ 100 dos benefícios, mas muitos governadores indicaram que não têm capacidade financeira após a receita ter sido dizimada pelo combate ao coronavírus.

Os US$ 300 restante serão financiados por um programa de alívio a desastres emergencial limitado, que economistas estimam que poderá estar esgotado já em setembro.

O relatório desta quinta-feira também mostra que o número de pessoas recebendo o auxílio após uma semana inicial cai a 14,844 milhões na semana até 8 de agosto, de 15,480 milhões na semana anterior.

Clique aqui para acessar a página do CNN Business no Facebook