Secretário vê momento positivo na economia nacional

Para Carlos da Costa, os bons indicadores se devem ao trabalho que o governo federal, em parceria com o setor privado, fez desde o início da pandemia

Da CNN, em São Paulo
21 de agosto de 2020 às 18:02

O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, falou à CNN nesta sexta-feira (21) sobre a busca pela retomada da economia no país, ainda mais abalada pela pandemia do novo coronavírus. Na avaliação do secretário, o momento é de “crescer e investir”, e os dados recentes são “muito otimistas”.

Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje pelo Ministério da Economia, o país abriu 131.010 postos formais de trabalho com carteira assinada em julho – o resultado é maior do que o registrado no mesmo período de 2019, quando o Brasil havia criado 43.820 postos. 

A indústria foi o grande motor de contratações no mês, com a admissão líquida (admissões menos demissões) de 53.590 pessoas

Costa classificou os indicadores como resultado do trabalho que o governo federal, em parceria com o setor privado, fez desde o início da pandemia.

“Ouvimos o setor privado e, a partir daí, implementamos medidas que foram extremamente bem-sucedidas”, disse.

“O auxílio emergencial, o benefício emergencial [BEm], e as medidas mais recentes de crédito fizeram com que o tecido econômico fosse mantido”, acrescentou.

Assista e leia também:

Programa de redução de jornada e salário terá mais 2 meses, diz Guedes

Brasil cria 131 mil vagas formais em julho, aponta Caged

De acordo com ele, o foco sempre foi proteger empregos e empresas para que, quando a economia voltasse, "a volta fosse rápida". 

O secretário disse também que a relação política pode, sim, atrapalhar o planejamento da equipe econômica. 

Porém, afirmou, o que foi demonstrado na quinta-feira (20) na Câmara dos Deputados, é que pode ajudar mais do que prejudicar.

O Senado havia derrubado o veto presidencial ao reajuste de servidores públicos que trabalharam no combate à pademia –  o que foi considerado uma derrota do governo federal. A Câmara, por sua vez, manteve o veto de Bolsonaro.

“Até porque o que sofremos no Senado certamente não irá se repetir em outras pautas. O ambiente político agora é positivo”, afirmou.

(Edição: Sinara Peixoto)