Com venda do QSaúde, Qualicorp tem lucro líquido de R$126,7 mi no 2º tri

A taxa de rotatividade diminuiu em 8,5%, para 81,4 mil cancelamentos, de acordo com os números disponibilizados

Da Reuters
26 de agosto de 2020 às 09:32
Fachada de um dos escritórios da Qualicorp em São Paulo
Foto: Reprodução/Google Street View

A Qualicorp (QUAL3) teve lucro líquido de R$ 126,7 milhões no segundo trimestre, alta de 21,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, em resultado ajudado por alguns ganhos não recorrentes, entre eles a venda da operação do QSaúde.

Caiu 2,8%, por sua vez, a receita líquida da empresa, para R$ 483,7 milhões, refletindo estabilidade no segmento de afinidades médico hospitalar, mas retração nos demais segmentos com a perda de alguns contratos no trimestre.

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Em termos de clientes, o portfólio total da companhia caiu 6,2% no segundo trimestre frente ao mesmo período de 2019, para 2,3 milhões de clientes. O portfólio de afinidades cresceu 3% ano a ano, para 1,3 mi, enquanto o de afinidades médico hospitalar caiu 1%.

Já a taxa de rotatividade diminuiu em 8,5%, para 81,4 mil cancelamentos, de acordo com os números disponibilizados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na madrugada desta quarta-feira (26).

O desempenho operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 11,6%, para R$ 292,1 milhões, com a margem Ebitda subindo de 52,6% para 60,4% de abril a junho.

Em termos ajustados, porém, o Ebitda caiu 1,9%, para R$ 233,5 milhões, enquanto a margem aumentou de 47,8% para 48,3%, refletindo contração de receita e maior amortização de comissões de vendas, apesar do controle de custos.

O total consolidado da linha de custos e despesas no balanço apresentou queda de 7,6%, para R$ 217,8 milhões.

Apesar do resultado financeiro ficar negativo em R$ 18,6 milhões, um salto de 221,7% em relação ao mesmo período de 2019, o que a companhia atribuiu a aumento do endividamento como consequência da redução de capital efetuada em 2019.

Operando na comercialização e administração de planos de saúde coletivos, teve fluxo de caixa livre de R$ 214,3 milhões de abril a junho, alta de 51% na comparação ano a ano, reflexo da redução no volume de investimentos.

A dívida líquida somou R$ 594,8 milhões, de R$ 20,8 milhões um ano antes, também afetada pela redução de capital em 2019, enquanto o indicador dívida líquida/Ebitda ajustado dos últimos 12 meses passou de 0,02 para 0,7 vez.

Encerrou o segundo trimestre com retorno sobre o capital investido (ROIC) de 42%, contra 41,8% no mesmo período do ano anterior.

O conselho de administração da companhia também aprovou na terça-feira (25) programa de recompra de até 10 milhões de ações da empresa, que equivalem a, aproximadamente, 3,5% dos papéis em circulação no mercado nesta data, com prazo máximo de 18 meses.

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